| Barriguinha
perigosa
Aquela barriguinha indesejável,
eterna vilã de homens e mulheres,
é muito mais comum do que se imagina.
Além de ser uma preocupação
estética pelo desconforto que pode
trazer para o corpo, a gordura abdominal
ainda pode causar alguns problemas sérios
de saúde. Os especialistas usam o
índice de massa corporal e as medidas
da circunferência da cintura para
estimar os riscos de uma pessoa desenvolver
doenças cardíacas, diabetes,
entre outras doenças.
Em recente levantamento
do departamento de nutrição
do Instituto Nacional de Cardiologia, INC,
foi constatado que o aumento da medida abdominal
feminina é mais comum do que a masculina,
diferente do imaginado. De acordo com o
estudo, 54,1% dos homens apresentaram valores
maiores ou iguais a 102 cm de circunferência
abdominal, enquanto 89,6% das mulheres apresentaram
valores maiores ou iguais a 88 cm.
As questões psicológicas,
como o desinteresse pelo sexo e pela vida
social influenciam consideravelmente no
aumento excessivo da medida abdominal das
mulheres ao longo dos anos. Quando atinge
certa idade, é bastante comum a mulher
deixar a vaidade de lado. O desinteresse
pela vida social e o fato de muitas já
terem tido filhos e terem uma vida sexual
e amorosa estável faz com que isso
automaticamente aconteça.
Alguns cuidados extras podem
ser tomados para evitar que fatores psicológicos
afetem o nosso visual, como não se
curvar diante da vida por causa da idade
e de problemas; não deixar que o
desinteresse sexual adquirido ao longo do
tempo seja refletido no visual; não
bobear com a aparência depois de ter
filhos e prestar atenção se
o aumento de peso ou da circunferência
abdominal estão ligados a algum problema
emocional. Nestes casos, um tratamento psicológico
adequado é mais valioso que exercícios
físicos.
Dica:
Para medir a circunferência da sua
cintura, coloque uma fita métrica
não elástica em volta do seu
abdômen nu, um pouco acima do osso
do quadril. Certifique-se de que a fita
está justa, mas não a ponto
de comprimir sua pele. Relaxe e meça
sua cintura.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar com a colunista
envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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