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Alimentação
noturna
Comer à noite é
uma das grandes dificuldades de quem pretende
manter a forma, e talvez um dos maiores
geradores de mitos e crenças que
cercam as dietas. Muita gente tem dúvidas
sobre o que se deve comer e, principalmente,
se o jantar é uma refeição
fundamental, ou se pode ser “eliminado”
da rotina diária. Mas, afinal, por
que depois que o sol se põe parece
que a vontade de comer triplica? Para emagrecer
é preciso cortar os carboidratos
depois das 18h? Parar de jantar é
a solução para perder peso?
Entre todas as polêmicas
que existem em torno do assunto, uma coisa
é certa: à noite, as refeições
devem ser mais leves, pois o metabolismo
é mais lento. Mas, também
é importante lembrar que o jantar
é uma refeição indispensável,
sendo, portanto, um erro deixar de realizá-la
com a intenção de reduzir
o peso corporal. O ideal é equilibrar
o que se come.
Algumas pessoas tendem a
visitar a geladeira à noite mais
do que deveriam, principalmente, à
procura de doces. Se você se enquadra
nesse perfil, possivelmente sofre de compulsão
alimentar noturna. Os portadores deste distúrbio
geralmente possuem hábitos alimentares
adequados durante o dia, mas à noite
sentem uma enorme necessidade de comer.
Também é muito comum que os
compulsivos escondam os alimentos que comem,
por sentirem culpa ao fazer isso.
O problema tem uma explicação
científica. No início da noite,
os níveis de serotonina - neurotransmissor
vinculado à regulação
da saciedade e da fome - no organismo caem,
levando à ânsia por comida.
O problema fica ainda maior em pessoas com
déficit de produção
de serotonina, que pode ser causado, inclusive,
por erros na alimentação.
O erro mais comum é o consumo excessivo
de carboidratos (pão, massa, doce)
ao longo do dia. A digestão desses
alimentos eleva os níveis de insulina
no corpo, que provoca a redução
da serotonina.
A primeira providência para regular
a fome noturna é controlar a produção
de insulina e manter os níveis de
serotonina elevados. Para isso, é
preciso ter uma alimentação
equilibrada durante o dia, que deve ser
dividida em três refeições
principais com carboidratos - como cereais,
arroz, massas integrais -, e dois pequenos
lanches. Os carboidratos podem, sim, ser
ingeridos depois das 18h, desde que nas
quantidades adequadas.
Para que o jantar seja balanceado,
é necessário que a refeição
tenha produtos como cereais, leguminosas,
carnes, verduras, legumes e frutas. E procure
comer alimentos ricos em fibras, que aumentam
a sensação de saciedade, impedindo
que você tenha fome logo depois de
jantar. Para quem pratica exercícios
físicos à noite, os carboidratos
“do bem” (arroz, batata, milho,
aipim) são importantes para repor
a energia gasta durante o exercício.
Esqueça essa história
de parar de jantar e fazer jejum para emagrecer.
A refeição noturna é
importantíssima para o organismo,
mas é essencial que seja feita no
mínimo duas horas e meia antes de
deitar, para evitar desconfortos e prejuízos
ao sono.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar
com a colunista envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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