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Comer
com bom humor
Quem nunca acordou de mau
humor e irritado sem um motivo aparente?
Por incrível que possa parecer a
alimentação pode estar diretamente
ligada ao seu desequilíbrio emocional.
Apesar de não haver um consenso científico,
diversos alimentos estão sendo estudados
e analisados constantemente quanto aos benefícios
fisiológicos e psíquicos que
proporcionam. São relacionados ao
bem estar mental e ao alívio dos
efeitos do cotidiano estressante. Portanto,
para manter o bom humor, não basta
estar com o corpo descansado, as atividades
em dia e a cabeça em harmonia, é
preciso se alimentar bem.
A alimentação
afeta o nosso lado emocional por causa de
sua composição nutricional.
Ao ingerir um alimento, os nutrientes atuam
na formação e liberação
de neurotransmissores, que são enviados
para o Sistema Nervoso Central, considerado
principal responsável pelas mudanças
no humor. A substância que mais influencia
na sensação de bem estar é
a serotonia, e existem algumas variáveis
que podem complicar a sua produção
e liberação, uma delas é
a deficiência nutricional. E a baixa
produção da substância
pode desencadear uma série de alterações
no sistema nervoso, como aumento de peso,
ansiedade, depressão e cansaço.
A ingestão de carboidratos,
que têm como principal função
servir como combustível energético
para o corpo, leva ao aumento nos níveis
de insulina, que auxiliam na "limpeza"
de aminoá¬cidos do sangue, com
exceção do triptofano. Este
aminoácido, que também está
presente na soja, arroz integral, pão
integral, leite, iogurte, feijão
e lentilha, aumenta a produção
de serotonina e ajuda a acalmar os ânimos.
Por isso, dietas com baixo teor de carboidratos
por vários dias podem fazer com que
o humor fique mais depressivo. A falta das
vitaminas C, B6 e B12, além do magnésio
e ácido fólico também
causam deficiência de serotonina no
corpo. Portanto, para melhorar o ânimo
deve incluir na dieta laranja, cereais,
frutas e verduras.
Assim como a falta de alguns
alimentos pode deixar as pessoas mais tristes,
o excesso de outros pode potencializar estresses,
ansiedades e depressões. No caso
do açúcar, além de
muito calórico, poderá dar
efeitos como sonolência e má-digestão.
A gordura em excesso, também pode
dificultar a digestão e desequilibrar
a flora intestinal, gerando constipação
característica do estresse. O álcool,
além do mal estar que proporciona,
reduz a capacidade do fígado de lidar
com as toxinas do organismo. E por último,
os alimentos que provocam reações
estimulantes, como café, chocolate
e o chá preto também podem
desencadear sensações indesejadas,
que agravam ainda mais o estresse e a ansiedade.
Para melhorar o funcionamento
do organismo a receita é simples
e bastante conhecida. É necessário
ingerir frutas, legumes e verduras, que
protegem o organismo da ação
nociva de bactérias e toxinas, além
de evitar a ingestão de açúcares,
gorduras, carnes vermelhas e sal, que aumentam
a pressão sanguínea. Além
da alimentação, para o bom
humor estar sempre evidente, é preciso
praticar uma atividade física regular
(de 2 a 3 vezes por semana) para garantir
níveis satisfatórios de endorfina,
um neurotransmissor que melhora o estado
de espírito, aumenta a disposição
física e mental e diminui o estresse.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar com a colunista
envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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