| Desejo
de grávida existe?
Em homenagem ao Dia das
Mães, comemorado no próximo
domingo (11 de maio), vamos falar de um
assunto muito polêmico para as mulheres
que se preparam para ter um bebê:
o desejo de grávida. Será
que isso é realmente uma coisa real
e explicada fisiologicamente ou não
passa de superstição ou efeito
psicológico? Muita gente já
se fez essa pergunta. Mas, alguns especialistas
esclarecem que aquela vontade enlouquecida
de comer uma jaca durante a madrugada não
passa de uma questão puramente psicológica.
Os desejos das gestantes
estão ligados diretamente a sensações
como a solidão e a insegurança,
típicas desse momento da vida. Com
o turbilhão de hormônios e
as mudanças que acontecem no corpo,
a grávida fica muito sensível
e se vê sozinha durante o período
de gestação. Com isso, busca
envolver as pessoas que estão ao
seu redor de alguma forma, principalmente
o pai da criança. E, nada melhor
do que aquela vontade de comer uma manga
verde com sal para chamar atenção.
E não é porque a mulher está
grávida que pode se permitir extrapolar
os limites. Essa vontade louca de comer
pode ser até prejudicial à
saúde da futura mamãe. A gestação
é um momento delicado e requer cuidados
especiais, principalmente quando o assunto
é alimentação. Há
uma relação direta entre o
que a mãe come e a saúde do
bebê, tanto na vida intra-uterina
como no futuro. Além disso, a obesidade
na gravidez é um problema comum e
perigoso. Cerca de 45% das mulheres obesas
no mundo ganharam peso após a gravidez.
Tanto na gestação
como em períodos regulares da vida,
a fome pode facilmente estar associada a
alterações psicológicas
e emocionais, como períodos de ansiedade
e fragilidade, que podem levar também
à compulsão alimentar.
Segundo o RDI (Recommended
Dietary Intakes), tabela com as recomendações
universais sobre alimentação,
gestantes a partir do terceiro mês
de gravidez devem ingerir apenas 300 calorias
a mais do que o normal, totalizando 2.800
calorias por dia.
Considera-se que as gestantes
de baixo peso ganham em torno de 15 kg;
as de peso adequado, entre 10 a 12 kg; e
as com sobrepeso ou obesas, entre 6kg e
7kg. Ganhar peso excessivamente no período
gestacional ou iniciar esse período
com sobrepeso são fatores de risco
para complicações como diabetes
e hipertensão, principalmente no
final da gestação.
Normalmente, as mulheres
que ganham muitos quilos durante a gravidez
têm hábitos alimentares ruins
e que, possivelmente, vão continuar
depois do nascimento do bebê. Mas,
também é importante lembrar
que o período de gestação
não é o mais adequado para
emagrecer e é fundamental que a gestante
com sobrepeso receba orientação
alimentar adequada para não colocar
a sua vida e a de seu bebê em risco.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar com a colunista
envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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