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luta contra o relógio
A
Quem nunca teve vontade que o dia tivesse
mais de 24 horas? A maioria das pessoas
tem a sensação de que as horas
não são suficientes para dar
conta de tantas tarefas: trabalhar, praticar
exercícios, estudar, dormir, cuidar
da casa e se alimentar.
O
fato é que a falta de tempo tem sido,
entre muitas outras coisas, uma das principais
causas ou “desculpas” que levam
as pessoas a se alimentarem mal, especialmente
aquelas que passam o dia inteiro fora de
casa. Mas será que a pressa necessariamente
leva uma pessoa a ter uma alimentação
ruim?
No trabalho, por exemplo, o tempo livre
parece deixar de existir. Por isso, quando
a fome aparece, algumas pessoas preferem
escolher alimentos mais “práticos”,
como salgados, biscoitos, sanduíches,
doces e pizzas para economizar alguns minutos.
A famosa fast-food é a preferida
dos mais atarefados, por causa da agilidade
no preparo e do sabor convidativo. Em contrapartida,
uma pessoa que se alimenta constantemente
desse tipo de comida tende a ingerir proteínas,
gorduras e carboidratos em exagero.
A
longo prazo, o excesso de colesterol aliado
ao estresse da rotina, à falta de
atividades físicas, ao álcool
ou ao tabagismo pode resultar em problemas
cardíacos.
É verdade que na correria do dia-a-dia
alimentar-se bem passa a ser realmente um
desafio. Mas, mesmo com a falta de tempo
livre, ainda é possível ter
acesso a alimentos com qualidade nutricional.
O importante é abandonar a preguiça
e partir para uma mudança gradativa
nos hábitos. Além disso, algumas
dicas simples podem garantir uma alimentação
saudável, mesmo no dia mais agitado.
Na hora do almoço, os self-services
podem ser uma excelente opção
para economizar tempo e comer bem. Diversificar
é a palavra-chave.
A alimentação ideal deve contar
com proteínas (carnes magras e grãos),
carboidratos (macarrão, arroz, milho
e alimentos à base de trigo) e baixa
quantidade de gordura. Mas é preciso
tomar alguns cuidados, até mesmo
esses restaurantes oferecem alimentos mais
pesados e gordurosos. No dia em que o tempo
é ainda mais curto, o ideal é
optar por sanduíches lights, com
peito de peru, ricota, salada, entre outros.
No intervalo entre as refeições,
ao invés de comer um salgado ou um
pacote de biscoitos, opte por uma fruta,
iogurte ou vitamina. Outra dica importante
é procurar não fazer nada
enquanto estiver comendo, mesmo com a escassez
do tempo.
Quando a pessoa se alimenta fazendo outra
coisa, perde a noção da fome
que realmente está sentindo e acaba
extrapolando. Portanto, fiquem atentos.
A falta de tempo não deve ser empecilho
para uma boa alimentação.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar
com a colunista envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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