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Os
vilões da produtividade
Estudo realizado pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) mostra que
a produtividade dos trabalhadores brasileiros
é baixa, embora a quantidade de horas
trabalhadas seja maior do que em diversos
países desenvolvidos. Mas, afinal,
além da Internet - considerada o
principal vilão das empresas atualmente
-, quais seriam os elementos capazes de
interferir no dia-a-dia profissional das
pessoas?
A resposta não é
tão simples quanto parece. Além
de alguns problemas de saúde e pequenas
distrações, muitas questões
físicas e psicológicas estão
por trás da baixa produtividade dos
brasileiros. Em recente pesquisa realizada
pelo laboratório paulista Fleury
Medicina e Saúde, com cerca de 2,7
mil funcionários de cinco diferentes
empresas, foi constatado que o estresse,
a obesidade e o sedentarismo são
fatores que influenciam diretamente na produtividade
das pessoas. Os abalos psicológicos
causados pelos três fatores, que podem
vir sozinhos ou somatizados, são
os principais responsáveis pela queda
na produção, já que
com a auto-estima em baixa, o trabalho fica
em segundo plano.
A obesidade, por exemplo,
além de ser um dos maiores problemas
de saúde pública da atualidade,
interfere muito no dia-a-dia profissional.
Além de sofrer com alguns problemas
de saúde que podem afastá-las
do trabalho, muitas pessoas obesas evitam
reuniões e encontros, sem se dar
conta, por terem vergonha de sua aparência.
No caso dos sedentários, o cansaço
físico e o desânimo, provocados
pela falta de exercícios, impedem
que eles realizem suas tarefas com eficácia.
Já para quem sofre
com estresse no trabalho, a coisa é
um pouco mais complicada. O desequilíbrio
metabólico do corpo, gerado por fatores
que estão presentes no ambiente,
interferem não apenas na produtividade,
mas também na motivação
das pessoas. Segundo dados do Ministério
da Saúde, a depressão corporativa
já atinge 17% dos trabalhadores no
auge da vida profissional, na faixa dos
25 aos 40 anos de idade. Quem sofre com
o estresse tem dificuldades de lidar com
possíveis frustrações
e acaba afastando as pessoas ao seu redor,
fazendo com que o relacionamento e o trabalho
em equipe se tornem tarefas difíceis.
O principal passo para combater
a improdutividade é identificar onde
está a origem do processo que desencadeia
o sedentarismo, a obesidade e o estresse.
Cumprida essa etapa, a recuperação
fica por conta do paciente. A melhor maneira
de evitar que esses males atrapalhem o desempenho
no trabalho é um programa constante
de apoio psicológico e físico.
As atividades físicas
são essenciais para combater os principais
sintomas que levam à baixa produtividade.
O ideal são 30 minutos diariamente.
Outras possíveis soluções
são sessões de terapia - individuais
ou em grupo -; e a mudança nos hábitos
alimentares, ou seja, substituir doces por
frutas, evitar gordura e açúcar
em excesso, e não comer em demasia.
Além disso, é indispensável
ter boas noites de sono, evitar álcool
e cigarro e realizar check-ups anualmente
ou quando sentir necessidade. São
caminhos simples que visam, não apenas
aumentar a produtividade, mas também
melhorar a qualidade de vida.
Dicas
• 1º passo: admita
estar com sobrepeso, ser sedentário
ou estar estressado;
• 2º passo: analise as possíveis
causas para o seu problema;
• 3º passo: se as causas não
forem encontradas, recorra a um tratamento
psicológico;
• 4º passo: se o seu problema
for sobrepeso ou sedentarismo, passe a praticar
exercício físico, com orientação
de um profissional adequado;
• 5º passo: pare sempre para
pensar antes de agir e não deixe
que esses fatores atrapalhem seu trabalho.
As conseqüências podem ser piores.
Yara
Daros é psicóloga e trabalha
com distúrbios alimentares há
11 anos. É criadora do método
de emagrecimento Forma Leve, programa que
existe há sete anos e conta com uma
equipe formada por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar
com a colunista envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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