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Verdade
ou mentira?
O desejo de quase todas as
mulheres é emagrecer. E para isso,
recorrem a diferentes fórmulas que
prometem milagres num curto período
de tempo. O assunto é amplamente
discutido nos principais meios de comunicação,
como internet, televisão, jornais
e revistas, deixando as pessoas na dúvida
do que está correto.
Mas, com tantas dicas e
receitas mágicas, o que realmente
faz efeito na hora de perder uns quilinhos?
A ferramenta preferida das mulheres para
entrar em forma continua sendo o moderador
de apetites. O Brasil é recordista
mundial no consumo de remédios para
emagrecer.
Eles até cumprem
seu objetivo, mas esse tipo de medicamento
precisa ser receitado por um médico
e jamais deve ser tomado por iniciativa
própria. Um dos tipos mais antigos,
as anfetaminas, são substâncias
que agem no sistema nervoso central, inibindo
o centro da fome e aumentando o gasto calórico.
Podem ter sérios efeitos colaterais,
como agitação, insônia,
agressividade e até desencadeamento
de quadros depressivos ou psicóticos.
Na luta contra a balança
também surgem muitos mitos, como
o chá verde. Pesquisas comprovaram
o efeito termogênico (acelerador do
metabolismo) do seu consumo, mas tal efeito
é muito pequeno quando comparado
ao obtido pela prática de atividade
física, por exemplo. Para emagrecer
bebendo chá verde, é necessário
ingerir aproximadamente um litro por dia,
sem açúcar nem adoçante,
em temperatura morna e preparado logo antes
da ingestão. Sucos com chá
verde e chá verde industrializado
não são emagrecedores.
O uso de sopas em dietas tem um lado positivo
e um negativo. Geralmente as sopas são
feitas com verduras e legumes, pouco calóricos,
que substituem refeições calóricas.
Por outro lado, quando não
mastigamos, nossa sensação
de saciedade é menor e há
o risco de não resistir à
fome e comer alimentos que engordam. Além
disso, há uma tendência ao
uso de sopas industrializadas, que podem
ser menos nutritivas e ter muitas calorias.
Já os alimentos integrais são
saudáveis, ricos em fibras e em vitaminas.
Mas, se consumidos em grande quantidade,
levam ao ganho de peso. Por outro lado,
se consumidos com moderação,
podem aumentar a sensação
de saciedade, ajudando no controle do peso.
Outro grande mito do emagrecimento
é o jejum. Pular refeições
para perder peso é uma prática
errada e arriscada porque o organismo se
readapta a estocar gordura a fim de tolerar
esses períodos sem alimentação.
Ou seja, quem faz jejum acaba acumulando
mais gordura. O jejum prolongado faz a pessoa
perder peso, mas prejudica a saúde
e leva à perda de massa muscular.
Quando volta a se alimentar, a pessoa engorda
mais do que o normal, pois o organismo foi
treinado para manter grandes reservas energéticas.
A melhor solução
para quem quer emagrecer e manter-se magro
é a reeducação alimentar.
Com ela, aprende-se a reduzir alimentos
que prejudicam a saúde e o peso e
a comer alimentos considerados deliciosos
em quantidades moderadas e com prazer. Assim,
dá para emagrecer gradativamente,
sem sofrimento e respeitando os hábitos
alimentares de cada um. Perder peso e conseguir
manter-se nesse novo peso deve ser encarado
como uma tarefa para ser cumprida em longo
prazo.
Outra receita fundamental
nesse processo são os exercícios
físicos. A corrida, por exemplo,
é uma das melhores atividades físicas
para gerar a perda e a manutenção
da perda de peso, pois tem gasto calórico
elevado.
Yara Daros é
psicóloga e trabalha com distúrbios
alimentares há 11 anos. É
criadora do método de emagrecimento
Forma Leve, programa que existe há
sete anos e conta com uma equipe formada
por psicólogos e nutricionistas,
que acompanham não só a alimentação
dos pacientes, mas também a estrutura
emocional.
Para falar
com a colunista envie mensagem para
formaleve@solteirosesolteiras.com.br
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