Equilibrando as contas

Você está com uma nova paquera. Saem para ir ao cinema, escolhem um restaurante romântico, jantam à luz de velas, tomam uma garrafa de vinho e, depois, saem para dançar. Na ponta da lápis, a noite, que poderia ser perfeita, acaba extrapolando seu orçamento. Confira, a seguir, as dicas do professor de matemática financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luis Carlos Ewald, e saiba como equilibrar as contas para curtir plenamente a “agitada” vida de solteiro.

Morar sozinho não é tarefa fácil. Agora, morar sozinho, sendo solteiro, e gastar pouco é uma missão para poucos. Se já não bastassem os gastos com aluguel, tarifas de luz, água, condomínio, supermercado, os solteiros – em busca de relacionamento efêmero ou sério – gastam e muito quando saem para se divertir. A principal medida, segundo o professor de matemática financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luis Carlos Ewald - autor do livro “Sobrou dinheiro! Noções de economia doméstica”, lançado em 2003 -, é colocar no papel todas as despesas e ordenar melhor o orçamento. Difícil mesmo é parar para fazer isso, ainda mais quando se é solteiro.

Luis Carlos Ewald, destaca que, apesar dos gastos, a vida do solteiro é menos custosa que a do casado já que, “em muito casos, a mulher não trabalha e sobra tudo para o homem”, justifica. Apesar disso, Ewald ressalta que o gasto com alimentação fora de casa chega a ser sete ou oito vezes maior do que seria gasto para fazer a refeição em casa e, neste caso, os solteiros saem perdendo: “Almoçar na rua, geralmente, é uma obrigação por causa do trabalho. Mas os jantares são extremamente caros. É melhor convidar o flerte para jantar em casa”, ensina o professor da FGV. “A pessoa que mora sozinha pode contratar uma diarista, talvez por duas vezes na semana. A diarista faz a comida, separa em porções e congela para a pessoa usar durante a semana. Isso evita um grande gasto”, conta.

Para a psicóloga Joana Marinho, de 30 anos, é preciso saber escolher os lugares. Ela reconhece que seu maior gasto acontece na hora de comer e beber fora de casa. “Nunca saio em baladas que tenham que pagar muito para entrar. Prefiro os bares. No barzinho que mais vou, tenho o cartão fidelidade, que me dá descontos”, diverte-se psicóloga, que é a única solteira em uma família de três filhas.

Economizar no transporte

O engenheiro civil e funcionário do Banco Central, o paulistano Eduardo Melo, de 45 anos, está morando em Brasília há um ano e dois meses. Afirmando que se controla de uma maneira geral, ele elege o aluguel como seu maior gasto. Eduardo concorda com o professor Luis Carlos Ewald, quando este afirma que o gasto com jantares é excessivo. “Eu gosto de cozinhar, então prefiro comprar um bom vinho e preparar o jantar em casa. Inclusive a qualidade é muito melhor”, conta o servidor, indicando que prefere as boates na hora de flertar, sai uma vez por semana e que costuma ser moderado na hora de consumir na noitada.

Outra dica de Luis Carlos Ewald é saber controlar o dinheiro usado com transporte. Segundo ele, o solteiro deve abusar do metrô no dia-a-dia e até mesmo abrir mão do próprio carro para sair à noite, o que, muitas vezes, evita gastos com combustível e estacionamentos. “É preciso racionalizar o transporte. Usar o metrô e os frescões são uma boa medida. Esse ônibus exclusivos de empresas e condomínios, inclusive, são bons para a paquera. Geralmente, são as mesmas pessoas todos os dias dentro do ônibus. É a hora de o solteiro aproveitar, por que não?!”, indaga Ewald.



© 2007- Monte Castelo Idéias ® Todos os direitos reservados.
  Criação e desenvolvimento: Café Expresso Design