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Para quem não
gosta de cozinhar, morar sozinho pode levar
a um desequilíbrio na alimentação.
Mas lembre-se: apesar da comodidade dos
congelados e do fast food, nenhum organismo
consegue ser saudável com esta rotina
de refeição.
Preparar pratos simples em casa é
uma questão de prática e algumas
mudanças de hábito no uso
de ingredientes e produtos industrializados
podem fazer grandes diferenças no
saldo nutricional do dia.
Para
quem está solteiro - e mora sozinho
-, o hábito de comer, ou melhor,
alimentar-se adequadamente, é quase
que um tormento. Depois de um dia cansativo
de trabalho, o último item da lista
de afazeres do típico solteiro é
encarar o fogão. Por isso, morar
sozinho pode, sim, representar um desequilíbrio
na alimentação
(Teste
seus conhecimentos sobre reeducação
alimentar). Neste caso, os pratos mais
procurados são os mais práticos,
nada nutritivos e muito calóricos,
como macarrão instantâneo,
hambúrguer, lasanha congelada, sanduíches,
entre outros.
Para a psicóloga
Yara Daros, que criou o programa de emagrecimento
Forma Leve, a solidão, a preguiça
e o cansaço desestimulam a preparação
de um prato mais nutritivo, principalmente
durante a semana: “Para manter uma
boa alimentação, o ideal é
sempre ter alimentos práticos e saudáveis
na dispensa, como saladas, frutas e sopas.
Chamar alguém para jantar também
pode ser um estímulo”, aconselha.
Segundo a psicóloga, para os mais
preguiçosos, até fazer um
simples suco torna-se complicado. Por isso,
ela recomenda manter sempre na geladeira
sucos em caixa ou chá gelado, para
não cair na tentação
dos refrigerantes. “Mas, é
bom lembrar, o mais indicado, sempre, é
o suco natural!”, alerta.
A maior parte das
receitas encontradas em sites especializados
e livros da vovó são idealizadas
para pessoas com habilidade na cozinha,
pois requer um reconhecimento prévio
de ingredientes sofisticados e técnicas
específicas, como banho-maria,
claras em neve, entre outros (veja
os significados). Mas ainda existe esperança
para os solteiros com pouco tempo e que
querem escapar dos lanchinhos rápidos.
Preparar pratos simples em casa é
uma questão de prática e,
algumas mudanças de hábito,
principalmente no uso de ingredientes e
produtos industrializados, podem fazer grande
diferença.
Para os iniciantes,
existem boas opções de receitas
simples e rápidas (veja
as receitas). Para os interessados em
desenvolver a arte culinária, existem
cursos não só
para quem está “engatinhando”
na cozinha mas também para os mais
experientes (saiba
mais em). A lista é diversificada:
culinária básica, light, para
microondas. É só escolher
e começar. Alguns ensinam não
só a cozinhar, mas também
como organizar a casa e
as compras (confira).
“O cardápio saudável,
para ser incorporado em nossa acelerada
rotina, precisa ser saboroso e prático.
Vale lembrar que o alimento causa prazer
a quem o degusta. Efetuar mudanças
em práticas prazerosas não
é tarefa fácil, mas vale a
pena experimentar”, enfatiza a nutricionista
da UFRJ, Nádia Pereira de Carvalho.
Nos dias mais corridos,
ou quando a preguiça de ligar o fogão
é imperativa, Gabriel Alvarenga,
coordenador de nutrição das
academias A!BodyTech, no
Rio de Janeiro (http://www.bodytech.com.br),
lembra que também é preciso
aproveitar a variedade de opções
nos serviços de entrega a
domicílio (veja em http://www.diskcook.com.br
e www.chefexpress.com.br).
“Sempre tenha o telefone de bons restaurantes,
e não apenas de pizzarias, para o
caso de precisar pedir entrega em casa.
Isso evita pratos não muito saudáveis,
como macarrão instantâneo,
lasanhas, pizzas e salgadinhos congelados,
que, na hora da fome, acabam substituindo
refeições de boa qualidade
apenas por serem práticos”,
sugere Gabriel. (Veja
as calorias).
Orientados por Nádia e Gabriel
Alvarenga, o Solteiros e Solteiras preparou
algumas dicas para você manter uma
alimentação saudável:
1. A hora da refeição
é sagrada. Organize a agenda de forma
a garantir tempo para o momento da refeição
2. Para o café
da manhã, prefira pães e biscoitos
integrais e experimente passar azeite no
pão, ao invés de manteiga.
Para os recheios, utilize queijo minas,
ricota, mel, geléia de frutas, requeijão
light e peito de peru. Nas outras refeições,
vale a pena substituir o arroz e o macarrão
tradicionais pelo tipo integral, que tem
mais fibras e vitaminas.
3. Habitue-se a comer
sempre uma porção de fruta,
no café da manhã, e verduras
e legumes nas outras refeições.
Compre de 14 a 21 frutas por semana, programando-se
para comer de 2 a 3 unidades por dia. Uma
dica para não esquecer de comprar
é estabelecer um dia da semana para
isto. Aveia é uma boa opção
para adicionar às frutas, pois possui
muita fibra e baixíssima caloria.
4. Frutas secas, como
damasco, banana passa e maçã
desidratada, têm prazo de validade
maior. São úteis para os dias
em que você não tiver frutas
frescas em casa ou para levar um lanche
prático para o trabalho.
5. Evite comprar refrescos
em pó, de saquinhos, que são
práticos, mas não muito saudáveis.
O ideal é o suco natural, da fruta.
Se não for possível, prefira
os sucos de fruta que vêm concentrados,
para serem reconstituídos com água.
Outra opção é misturar
o suco industrializado com frutas naturais,
batidas no liquidificador.
6. Dê preferência
a adoçantes a base de Stévia,
um componente vegetal, ao invés de
ciclamato monossódico.
7. O extrato líquido
de soja, popularmente conhecido como leite
de soja, fica saboroso com café solúvel.
8. Evite fazer dos
pratos processados (industrializados) uma
rotina na sua alimentação.
Para assegurar a durabilidade e tornar os
pratos atraentes, a indústria adiciona
conservantes e aumenta a quantidade de gordura
e sal. Caso não consiga escapar deles,
inclua no cardápio saladas cruas
e/ou frutas de sobremesa
9. Experimente temperar
saladas com iogurte natural adicionado de
ervas (manjericão, hortelã
e outras), ao invés da maionese.
10. Enlatados, como
milho, ervilha e atum, são úteis
por sua praticidade, mas não devem
virar rotina. O excesso de sal na conserva
é prejudicial à saúde.
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