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Capital cultural do Nordeste, Recife
reúne milhares de turistas do Brasil
e de todo o mundo, além do público
local, durante o carnaval. Para solteiros
e solteiras, os desfiles de blocos pelas
ruas do bairro do Recife Antigo são
a melhor opção. Os blocos
“Eu Acho é Pouco” e o
“Amantes de Glória” arrastam
centenas de pessoas.
O litoral
nordestino sempre revela belas surpresas
para solteiros e solteiras. Quase chegando
o carnaval, Recife, a capital cultural da
região, é uma das melhores
escolhas para quem quer se divertir. Nessa
época, a cidade, que reúne
milhares de turistas do Brasil e de todo
o mundo, além do público local,
vem realizando há alguns anos uma
festa multicultural com variedade de ritmos
– frevo, maracatu, côco, caboclinho,
rock, reggae, manguebeat – que não
enxerga cor, raça, nem riqueza. São
mais de 430 blocos de rua arrastando multidões
e shows com mais de 180 artistas locais
e regionais.
A grande festa é descentralizada.
São diversos pólos armados
em pontos distintos da cidade: no centro,
na zona norte, na zona sul e nos subúrbios.
O carnaval do Recife é para todas
as idades e gostos. Há pólo
infantil para crianças, pólo
das fantasias e carnaval infantil, pólo
de todos os frevos, pólo das fantasias,
pólo afro, pólo de todos os
ritmos e pólo das tradições.
Para solteiros e solteiras, os desfiles
de blocos pelas ruas do bairro do Recife
Antigo são a melhor opção.
Os blocos “Eu Acho é Pouco”
e o “Amantes de Glória”
reúnem centenas de pessoas. Criado
há trinta anos, o “Eu Acho
é Pouco” é, hoje, organizado
por uma segunda geração de
foliões. São os filhos dos
fundadores, jovens com seus trinta e poucos
anos que assumiram o estandarte e saem pelas
ruas do Recife, no domingo e segunda-feira
de carnaval, arrastando um imenso público
que gosta de dançar o frevo.
A fonoaudióloga e estudante de
jornalismo *Maria Eduarda, 27 anos,
revela que o clima contagiante do desfile
do “Eu Acho Pouco” já
foi palco de muitos de seus romances. Seu
atual namorado, inclusive, ela conheceu
há cerca de quatro anos entre um
passo e outro do frevo. “Já
nos conhecíamos da faculdade, mas
nos encontramos durante o desfile do bloco
e foi ali que nossa história começou.
Hoje, estamos casados e cheios de planos”,
ressalta a fonoaudióloga.
Fundado há dez anos por profissionais
liberais, em sua maioria, jornalistas, o
Bloco “Amantes de Glória”
saí pelas ruas do Recife Antigo na
segunda-feira de carnaval. Os foliões
são arrastados por uma orquestra
de frevo e seguem pelas ruas do bairro num
desfile repleto de energia, dança
e gente descolada. “Apesar de nunca
ter vivido um romance neste bloco, gosto
muito de acompanhá-lo todos os anos.
O público em geral é muito
interessante. É um bloco onde você
encontra intelectuais, publicitários
e jornalistas, e, sempre, existe um clima
de paquera, alegria e descontração.
É diversão na certa”,
afirmou Cláudia, 31 anos, recifense,
morando no Rio de Janeiro atualmente.
Terminando o carnaval, na terça-feira,
a programação mais indicada
para quem está solteiro são
as praias do Litoral Sul do estado de Pernambuco.
A idéia é curtir a ressaca
num cenário paradisíaco e,
é claro, reencontrar pessoas que
certamente passaram os últimos dias
nos agitos carnavalescos da cidade.
De olho nesse hábito dos foliões,
muitas agências de turismo já
começaram a oferecer pacotes de viagens
incluindo os quatro dias de carnaval em
Recife e uma “esticada” às
Praias de Carneiros, Serrambi ou Porto de
Galinhas. Afinal, antes de voltar à
rotina, nada melhor do que curtir o fim
da festa com esse gostinho de “quero
mais”.
* os nomes foram trocados a pedidos
das entrevistadas.
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