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Muitos solteiros encontram dificuldade
em conciliar as férias com as dos
amigos. Por isso, às vezes, a melhor
opção é encarar a aventura
sozinho. À princípio pode
parecer um programa sem graça, mas
os viajantes solitários podem descobrir
lugares encantadores e conhecer pessoas
interessantes ao optar pelo chamado “mochilão”.
Ficar esperando companhia para aproveitar
uma viagem de férias é coisa
do passado. Muitas pessoas elegeram o chamado
“mochilão” como alternativa
para descobrir o prazer de se aventurar
sozinho por outros estados ou países.
Mas engana-se quem pensa que a opção
é coisa de adolescente ou de quem
tem pouco dinheiro para gastar. Pessoas
mais velhas, que gostam de conforto e boa
mesa, já se renderam aos encantos
dessa viagem, que reserva muitas surpresas.
A emoção começa antes
do embarque. O primeiro passo é traçar
o roteiro, o que não é nada
simples. Alguns têm apenas uma semana
de férias, outros, preferem e podem
viajar meses,. E é essa diferença
que vai nortear a escolha dos destinos.
O mais fácil é optar por cidades
próximas. Por exemplo: ao escolher
a Europa, comece por Portugal, siga a viagem
passando pela Espanha e suba a França
até chegar na Inglaterra e na Alemanha.
Seguir um trajeto definido contribui para
ganhar tempo e não perder horas com
‘idas e vindas’, embora uma
das maiores vantagens desse tipo de viagem
é poder trocar de itinerário
quando quiser.
“Quando você pensa em viajar,
você faz mil planos, mas, quando está
lá, as coisas mudam. Sempre tem algo
que chama a sua atenção e
você acaba fazendo coisas que não
estavam programadas. Foi assim que eu conheci
várias cidadezinhas pela Europa,
fugindo daquela rota tradicional de cidades
famosas”, conta o designer Pedro Pires.
Por essas e por outras que o melhor modo
de locomoção pode ser o trem.
Em toda a Europa, encontram-se linhas férreas
que ligam diversas cidades.
Mas se o destino for a América Central,
viajar de ônibus pode ser uma boa
opção quando as cidades são
próximas. Por exemplo, um destino
comum entre os aventureiros é atravessar
por terra a Bolívia para chegar a
Machu Pichu, no Peru. “Fiz uma viagem
para o Peru com uma excursão por
terra, saindo de Brasília. Andamos
de trem, de ônibus e a pé.
Mas isso é para quem gosta de aventura.
Tem gente que preferiu pegar um avião
e encontrar o resto do grupo já em
Cuzco”, conta Pedro.
Já no Brasil, fique atento às
promoções das companhias aéreas
e compare preços de vôos diurnos
com os noturnos. Geralmente, os chamados
‘corujões’ são
mais em conta. Viajar numa segunda-feira
também pode ser mais barato que durante
o fim de semana. Decidido o roteiro, é
hora da pesquisa. Para evitar problemas
e aproveitar bem a viagem, conheça
os destinos. Não só para conhecer,
mas também para encontrar dicas interessantes
de hotéis, passeios e alimentação.
É bom também verificar quando
começa e acaba a alta temporada,
pois viajar na baixa é mais econômico,
além de não encontrar as cidades
abarrotadas de turistas.
No site Mochileiros (www.mochileiros.com),
milhares de pessoas compartilham suas experiências
através de fóruns. No Brasil
de Mochila http://www.brasildemochila.com/destinos/brasil.php,
existem destinos interessantes, principalmente,
dentro do país, como a Chapada Diamantina
e cidades do sul do país, como Canela
e Gramado.
A hospedagem vai depender do seu orçamento
e do objetivo da sua viagem. Se você
quer descansar e curtir sozinho, um hotel
pode ser a pedida certa. Mas se você
não se importa de dividir acomodações
com desconhecidos, quer fazer novas amizades
e ainda economizar uma grana, os albergues
podem ser uma ótima opção.
O Mochila Brasil
(http://www2.uol.com.br/mochilabrasil)
oferece um guia de hospedagem com pousadas,
hostels e albergues. Tem ainda os albergues
da juventudes (www.albergues.com.br)
que, com uma pequena taxa anual, os sócios
ganham uma carteirinha com direito a vantagens
e descontos.
Segundo Pedro, o legal de se hospedar em
albergues é poder trocar experiências.
“Nestes lugares, você encontra
gente de todo canto do mundo e de todas
as idades. É ótimo para conseguir
mais informações sobre lugares
legais de visitar”. Na hora de escolher
um albergue, é bom verificar se possui
lavanderia, internet, café-da-manhã
e áreas de uso comum, como sala de
tevê e quadras esportivas. Em alguns,
é possível, inclusive, encontrar
uma cozinha coletiva equipada, que te dá
liberdade para cozinhar a sua própria
refeição, o que é bastante
útil para conter as despesas.
A mochila será a sua companheira
inseparável durante a viagem, por
isso tente não levar nada supérfluo,
pois será um peso extra. Existem
vários tipos de bagagem, mas uma
mochila de 75 litros é ideal. Ao
comprá-la, não deixe de experimentar
e ver se é adequada ao formato do
seu corpo. Tome cuidado com o que vai levar.
Apesar dos hotéis e albergues disponibilizarem
armários ou alugarem cofres, o risco
de ser roubado ainda existe. Seus documentos,
dinheiro, cartões e check-travellers
deverão ficar com você o tempo
todo. Existem umas pequenas bolsas de pano,
parecidas com uma pochete, que são
colocadas debaixo da roupa. Também
distribua o seu dinheiro. Deixe um pouco
na carteira e separe o resto pelo corpo.
Tem gente que coloca até na meia!
Ao arrumar sua mochila, não se esqueça
de alguns itens indispensáveis. Leve
roupas fáceis de combinar e de acordo
com o clima do lugar. Um bom casaco, óculos
escuros, protetores solar e labial e um
kit de primeiros socorros, com gases e alguns
analgésicos, são itens básicos.
Uma lanterna e um canivete também
são importantes. E mais: despertador,
para não perder horários de
vôos, da estação, do
café da manhã; bloco de notas,
para anotar endereços, telefones
de novos amigos e dicas de lugares; e guias
turísticos, como os da Lonely Planet
e os da Frommers. Folhetos turísticos
e mapas também são ótimos
passatempos e te ajudam a conhecer mais
as cidades. Não leve livros. Será
um peso a mais e você não terá
tempo de ler.
Não pense que só porque você
está embarcando sozinho que irá
viver na solidão durante a viagem.
Não tem nada mais atraente do que
ser turista e é mais fácil
fazer amizades estando em outra cidade,
mesmo que não seja falando a mesma
língua.
Quem quer se aventurar numa viagem desse
tipo, vergonha é uma palavra que
não existe. Então, pé
na estrada e lembre-se: é bem provável
que você encontre alguns conterrâneos.
Afinal, brasileiro é o que não
falta nesse mundo afora.
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