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A vida sexual dos solteiros pode
ser mais diversa, mas também mais
complicada que a de muitos casais. Porém,
uma vida sexual feliz na solteirice não
é impossível. Para levar numa
boa a falta de um parceiro fixo, basta estar
consciente das peculiaridades desta condição.
Uma vida sexual ativa e feliz não
combina com encanação, insegurança,
vergonha e preocupação com
a opinião alheia.
Estes probleminhas dificultam até
mesmo as relações entre casais
sólidos e para aqueles que acabaram
de sair de um relacionamento longo e precisam
encarar a primeira vez com um novo parceiro,
podem ser verdadeiros obstáculos
à sexualidade plena. Por isso, estar
consciente e aceitar a solteirice é
o primeiro passo para uma vida sexual mais
feliz.
Isso é o que afirma a orientadora
sexual Denise Capanema. “Pessoas que
por muito tempo dividiram um relacionamento
que chegou ao fim devem, em primeiro lugar,
avaliar este tempo de relacionamento.
E, a partir do entendimento e enfrentamento
de que o relacionamento não existe
mais, deve-se iniciar um processo interno
de reconstrução”, diz
Denise.
Uma fase solteira pode ser ótima
para se atualizar das novidades do sexo.
Para quem gosta, explorar sex shops, vídeos
e artigos sobre o assunto são formas
de descobrir o que está acontecendo
no mundo sexual. “Ao início
do fim deve-se dar tempo para refazer-se,
reformular-se e, principalmente, atualizar-se
na área da sexualidade”, diz
Denise, que relaciona a atualização
sexual com a necessidade de aprendizado
dos seres humanos.
“Os homens, diferentemente dos animais,
não possuem marcação
genética para o sexo. Assim, pássaros,
macacos, peixes ou qualquer espécie
animal têm sua dança, sua característica
sexual para atrair o melhor parceiro da
sua raça e, em seguida, copulam automaticamente
sem terem recebido qualquer orientação
para tal. Está inserido em seus códigos
genéticos para manutenção
da vida. Já os seres humanos precisam
passar por um processo de aprendizado, e
isso inclui o sexo”, explica.
Lidar com esse período, que pode
ser de seca ou não, é bastante
complicado, principalmente para as mulheres
que ainda se deparam com o preconceito de
possuir múltiplos parceiros. Uma
opção para os solteiros pode
ser o sexo sem compromisso, mas para isso
é preciso estar consciente de que
a transa, na maioria das vezes, não
irá resultar em um elacionamento
amoroso.
Outra dificuldade que precisa ser superada
é a ansiedade da primeira noite após
um longo tempo sem sexo. Ter vergonha e
ficar inibido é comum, mas quando
estas atitudes passam a afetar o comportamento
e dominar o pensamento das pessoas, tornando-se
uma grande preocupação, algo
está errado. A orientadora sexual
atribui o receio na hora do sexo à
falta de conhecimento do próprio
corpo.
“As dúvidas ou inseguranças
quanto à própria sexualidade
diante do parceiro só permanecem
quando não há o auto-conhecimento.
Saber como e do que gosta é indispensável
para uma vida sexual mais feliz”,
comenta.
Para Denise, a falta de sinceridade com
o parceiro e consigo mesmo também
está relacionada a esta insegurança.
“Quando a pessoa resiste à
idéia de que uma mudança é
possível e em um melhor desempenho
na próxima relação
sexual, ela já cria obstáculos
para que isso não ocorra”,
diz. Amor próprio e capacidade de
se sentir bem, mesmo solteiro, são
características que levam a uma vida
mais amena, além de contribuir para
a auto-estima e tornar a pessoa mais atraente.
“Para se preparar para a primeira
noite após um longo tempo sozinho
é essencial estar seguro. Apenas
ao longo do tempo, com o conhecimento do
novo parceiro, a segurança vai superar
os receios”, diz a orientadora, que
destaca ainda a importância de investir
em brincadeiras sexuais. Afinal, as preliminares
devem ser descontraídas.
“O sexo deve ser alegre, divertido
e vivido com cumplicidade. Não importa
se é a primeira vez do casal: é
a cumplicidade que vai refletir o bom desempenho
na cama”, diz Denise.
Para os mais empolgados com a liberdade
sexual, Denise faz um alerta. Com parceiro
fixo ou companhias variadas, é preciso
sempre se prevenir. “Ter múltiplos
parceiros indica uma atitude de risco, pois
as pessoas ficam mais expostas às
doenças sexualmente transmissíveis,
e ao vírus da AIDS”, complementa
a orientadora sexual.
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