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Muita gente
já desconfiava que o sexo ajuda a
reduzir o risco de ataques cardíacos
e derrames. Agora, cientistas britânicos
descobriram que não é preciso
ser um atleta na cama para cuidar da saúde.
Ao contrário dos mitos da sociedade,
a prática freqüente de sexo
não aumenta o risco de ataque cardíaco
ou acidentes vasculares cerebrais em homens
de meia-idade. Pelo contrário, ajudam.
Os resultados
do estudo da Universidade de Bristol, na
Grã-Betanha, que durou 20 anos e
foi realizado com mais de três mil
homens de 45 a 59 anos, mostrou que praticar
sexo com freqüência pode reduzir
o risco de enfartes fulminantes. De acordo
com as conclusões do estudo, a morte
súbita causada por acidentes vasculares
cerebrais é mais comum entre homens
que afirmam ter níveis baixos ou
moderados de atividade sexual.
Segundo o médico cardiologista
Dr. Augusto Bozza, do Instituto Nacional
de Cardiologia, uma relação
sexual prazerosa e realizada com freqüência
semanal pode ser muito importante para manutenção
da qualidade de vida cardiovascular. Levando
em consideração que o estresse
é um dos fatores de risco mais importante
para problemas do coração,
a sua redução poderá
ser controlada através da boa relação
sexual. “A relação sexual
tem efeito psicológico e anti-estresse
muito importante. Com a liberação
da endofirna, o indivíduo tem a sensação
de bem-estar”, afirma o cardiologista.
A relação sexual desenvolve
esforço físico considerado
moderado – não é leve
e intenso, mas queima calorias, por isso
a recomendação de ser praticado
regularmente com responsabilidade. “Nós,
cardiologistas, recomendamos a atividade
física como prevenção
aos problemas cardíacos, e o sexo
entra como um componente dessas atividades;
a mais agradável, acredito”,
recomenda o médico.
Mas apesar da prática sexual ser
considerada por muitos a atividade física
mais agradável - comparada à
corrida, ginástica, etc -, é
importante salientar a necessidade de realizar
outros exercícios físicos
complementares, visto que apenas a prática
do sexo não é suficiente para
prevenção total da saúde.
“A relação sexual feita
com responsabilidade, juntamente com as
demais atividades físicas, refletem
uma boa qualidade de vida e longevidade
para a vida dos solteiros e solteiras”,
finaliza o cardiologista.
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