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Durante
muito tempo ter uma camisinha na carteira
era tarefa destinada apenas aos homens.
Hoje, esse cenário mudou mas, apesar
da maioria das mulheres “tomarem as
rédeas da situação”,
poucas já usaram o preservativo feminino.
Durante
muito tempo ter uma camisinha na carteira
era tarefa destinada apenas aos homens.
Hoje, o cenário é diferente.
Para a arquiteta Viviane Dias, 27 anos,
camisinha é algo que não pode
faltar na sua bolsa. “Ando sempre
com camisinha na bolsa. Prefiro não
esperar a iniciativa dos homens”,
conta a arquiteta, que aproveitou um evento
público na Avenida Paulista, São
Paulo, em que estavam distribuindo preservativos,
e “encheu” a bolsa. “Adoro
essas campanhas do governo que distribuem,
pois é uma ótima oportunidade
das pessoas receberem a camisinha. Muitas
vezes a gente deixa para comprar depois
e acaba esquecendo. Isso definitivamente
não pode acontecer”, alerta
Viviane.
Essa iniciativa por parte das mulheres
é fruto da resistência que
ainda ronda a maioria dos parceiros. Para
alguns homens, o uso da camisinha ainda
é um incômodo. Muitos alegam
que o sexo não é “igual”
quando realizado com o preservativo. “Durante
muito tempo resisti à camisinha,
pois achava que diminuía o prazer.
Hoje, penso diferente. Uso sempre e considero
o melhor método contraceptivo”,
revela Diogo Loureiro, 27 anos, administrador
de empresas.
Embora ainda exista essa resistência
por parte dos homens, e as mulheres tenham
que tomar as rédeas da situação,
a camisinha feminina ainda é muito
pouco utilizada. Feita de poliuretano
– material anti-alérgico mais
resistente que o latex da camisinha masculina
– tem uma aparência de uma bolsa
de 15 centímetros de comprimento
e oito de diâmetro, é mais
larga e com maior capacidade de lubrificação.
Muitas mulheres nunca usaram ou até
mesmo nunca viram a camisinha feminina de
perto. Para a jornalista Alice Ferreira,
a responsabilidade da camisinha ainda é
uma tarefa dos homens. “Acho que o
homem deve comprar e ter sempre na carteira”,
revela Alice. Já para a arquiteta
Viviane a responsabilidade deve existir
dos dois lados. “Homens e mulheres
devem andar com camisinha na bolsa. A responsabilidade
cabe às duas pessoas que irão
se relacionar”, explica.
Segundo dados do Ministério da
Saúde, no último carnaval
foram distribuídas cerca de 19,5
milhões de camisinhas no Brasil.
Fora as chamadas “tradicionais”,
os praticantes do sexo seguro podem usufruir,
hoje, de muitas novidades: já existem
camisinhas com sabor de frutas, chiclete,
chocolate e até as que brilham no
escuro. Sem falar nas que prometem prazer
prolongado. Mas não basta somente
comprar e deixar na bolsa. Para garantir
segurança, é preciso conferir
a data de validade e a condição
da embalagem (para ver se não houve
violação), e ter sempre mais
de uma marca guardada, já que algumas
pessoas queixam-se de reações
alérgicas ao usarem determinados
tipos. Para evitar problemas como esse,
Solteiros e Solteiras reuniu algumas
dicas essenciais para homens e mulheres.
Confira.
MASCULINA
• Nunca abra a embalagem com os
dentes para não furar a camisinha;
• Coloque a camisinha somente quando
estiver com o pênis ereto;
• Desenrole a camisinha até
a base do pênis, mas antes aperte
a ponta para retirar o ar;
• Só use lubrificante à
base de água;
• Evite vaselina e outros lubrificantes
à base de óleo;
• Após a ejaculação,
retire a camisinha com o pênis ereto
fechando com a mão a abertura para
evitar que o esperma vaze da camisinha;
• Dê um nó no meio da
camisinha e jogue-a no lixo.
FEMININA
• Encontre uma posição
confortável para você –
pode ser em pé com um dos pés
em cima de uma cadeira; sentada; ajoelhada;
agachada; deitada;
• Aperte o anel interno e introduza
na vagina;
• Com o dedo indicador, empurre a
camisinha o mais fundo possível;
• O anel externo deve ficar 3 cm para
fora da vagina – não estranhe,
pois esta parte que fica para fora serve
para aumentar a proteção;
(Fonte: http://www.brasilescola.com/sexualidade/como-usar-a-camisinha.htm
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