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A
disfunção sexual, tão
comum nos homens acima dos 40 anos, tem
solução desde que o tratamento
seja iniciado cedo. Algumas mulheres afirmam
que não têm preconceito sobre
assunto e até se colocam dispostas
a ajudar os parceiros diante da questão.
Assunto
considerado por muitos anos como um tabu,
a disfunção sexual masculina
vem aos poucos sendo cada vez mais discutida
entre grupos de amigos graças ao
sucesso dos tratamentos realizados nessa
área. A doença atinge os homens
por volta dos 40 anos e as causas vão
desde a psicológica à orgânica.
“Desmistificar a questão da
disfunção sexual nos homens
é um meio de beneficiar a cura do
problema. Sei que é difícil
para eles, mas o ideal é o que o
‘cara’ chegue e ‘abra
o jogo’. Isso evita qualquer tipo
de constrangimento”, afirmou *Adriana
Rocha, 34 anos, solteira.
A verdade é que a disfunção
sexual mexe com a questão do simbolismo
masculino, causando mal estar entre os homens.
Alguns se sentem desconfortáveis
ao ponto de não procurarem um médico.
Mas especialistas afirmam que a disfunção
sexual, diferente de outros tipos de tratamento,
como para a queda de cabelo, por exemplo,
não é um problema de estética
e deve ser tratado desde cedo para garantir
a saúde e a vida sexual do homem.
“Eu não tenho, mas, se tivesse,
procuraria logo algum tipo de tratamento.
Mas não compartilharia jamais com
minha namorada”, afirmou *Cláudio
Corrêa, 31 anos.
Segundo o Dr. Márcio Dantas Menezes,
presidente da Sociedade Brasileira de Medicina
Sexual, a disfunção sexual
pode estar associada à diabete, hipertensão,
cigarro, álcool e drogas que, juntamente
com fator psicológico, levam à
complicação no quadro. “Hoje,
os homens têm procurado mais o tratamento,
mas ainda existe um tabu em torno do problema.
Normalmente, questões culturais,
religiosas e dificuldades com o próprio
corpo contribuem para a demora em consultar
um especialista no assunto”, afirmou
o médico.
Segundo o administrador de empresas Pedro
Loureiro, caso se deparasse diante da disfunção,
procuraria primeiro um psicólogo.
“Eu iria primeiro resolver isso da
minha cabeça. Acredito que o emocional
potencializa o problema”, conta Pedro.
* Os nomes foram trocados a pedido
dos entrevistados.
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