A flor do desejo

Durante muito tempo a grande preocupação dos homens e das mulheres era sentir prazer e conseguir chegar ao orgasmo. Hoje, a preocupação vem muito antes do princípio do prazer – vem do desejo de fazer sexo. Mas, afinal, o que é o desejo?

O desejo é uma forte onda de sentimento percebida por todos nós quando nos deparamos com uma situação tentadora (ou não). Consciente, reprimido ou inconsciente, será que existe diferença entre homens e mulheres na hora que bate aquela vontade louca de fazer uma determinada coisa? Pelo menos em se tratando de sexo, a psicóloga Iara Brandão garante que não.

“Do ponto de vista hormonal, não há diferenças. Tanto para o homem quanto para a mulher, a testosterona é o principal responsável pela vontade de fazer sexo, motivando o desejo. Há na mulher, apenas, mais um hormônio, chamado estrógeno - feminino por excelência – que atua como uma espécie de "facilitador" da libido. Acentua as características femininas, irriga, intumesce e prepara o corpo para o ato sexual”, esclarece a psicóloga.

Estudos revelam que mulheres, ao contrário dos homens, necessitam de uma atenção especial para o despertar do desejo. Nelas, o desejo não surge de uma forma quase espontânea, como ocorre com os homens. Ao contrário, elas precisam se sentir acolhidas, acarinhadas e estimuladas.

“Os homens sentem desejo mais facilmente. Muitas vezes, uma fantasia ou um estímulo visual já são suficientes para desencadear a libido. Com as mulheres, o desejo não brota tão fácil como nos homens. São necessários a estimulação, um cenário, um contexto ou, em primeiro lugar, haver sentimento”, revela a psicóloga, que acrescenta que, não basta simplesmente “querer”, é preciso algo maior para que algumas mulheres se sintam realmente motivadas na hora do sexo.

Quando abordada sobre o ponto de vista analítico, a psicóloga afirma que o desejo é fundamental para mover ambos - homens e mulheres - na realização de suas atividades de um modo geral, principalmente, a prática sexual. Sentimentos conseqüentes do dia-a-dia, como o estresse, por exemplo, ou doenças, como a depressão, são capazes de interferir no desejo, deixando-o estagnado.

“É preciso valorizar a qualidade de vida e o bem-estar para não interferir no sentimento que nos motiva para a vida. Isso inclui não só o desejo sexual, mas o desejo de trabalhar, de realizar atividades cotidianas etc”, finaliza Iara.

 

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