Em nome do prazer

Dez anos após a chegada do Viagra ao Brasil, muitos homens ainda têm dúvidas sobre o uso e os efeitos da milagrosa pílula azul que foi capaz de driblar a disfunção erétil e prolongar o sexo. Para ajudar a elucidar essas questões, Solteiros e Solteiras conversou com a psicóloga Iara Brandão e descobriu que, apesar dos benefícios, o medicamento é capaz de causar dependência psicológica entre os que o utilizam frequentemente.

A chegada do Viagra ao Brasil aconteceu no dia 27 de março de 1998. Inicialmente, a poderosa pílula azul era vendida apenas com prescrição médica para homens com disfunção erétil. Com o passar do tempo e o acesso facilitado ao medicamento, através da venda sem receita médica, muitos homens começaram a comprá-lo para prolongar sua performance na hora do sexo e não somente para tratar a doença. Exatamente nesse momento é que criou-se um problema.

Segundo a psicóloga Iara Brandão, é importante ter em mente que os remédios para disfunção sexual não são medicamentos que servem para melhorar o ímpeto sexual, a habilidade de ejaculação ou a capacidade de ter orgasmos. “Essas drogas não são um agente de aprimoramento sexual para homens normais. Há casos de homens que não possuem problemas de ereção que estão dependentes psicologicamente do Viagra, por exemplo. O uso abusivo os faz pensar que não vão conseguir ereção sem o medicamento, causando uma falsa impotência sexual” explica a psicóloga, alertando que, nesses casos, é necessário o acompanhamento de um profissional.

Com a chegada de remédios similares ao Viagra às prateleiras das farmácias, como o Cialis, o Levritra e o Vivanza, é importante ficar atento às orientações da psicóloga. Segundo Iara, o uso abusivo do álcool, mesmo com o Viagra, diminui a libido, e não é recomendável misturar o medicamento com outros semelhantes. A mistura com drogas ilícitas também é extremamente perigosa. É bom ficar atento à outra informação: o remédio atua no sistema nervoso central e estimula a intensidade e a duração da relação sexual, porém, depois do efeito, pode provocar a constrição dos vasos sanguíneos, dificultando a ereção. Outros efeitos colaterais severos são os riscos cardiovasculares; a cegueira, os problemas de pressão e os desmaios.

Segundo a Pfizer, fabricante do Viagra, cerca de 35 milhões de homens em todo mundo já foram tratados com o medicamento. No total, 200 milhões de prescrições médicas foram distribuídas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), no Brasil, o Cialis é o medicamento mais vendido, já o Levitra é o que provoca menos efeitos colaterais, segundo os médicos. Antes da chegada do Viagra ao Brasil, as alternativas para tratamento da disfunção erétil limitavam-se às injeções, implantes e bombas penianas e supositórios.

SERVIÇO

Iara Brandão
Psicóloga
(81) 9954-8269

 

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