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Quando o assunto é sexo,
muita coisa está em jogo. Mais do
que seduzir e ter uma relação
prazerosa é preciso ficar atento
aos problemas sexuais e saber como lidar
com eles. Muito se fala na falta de libido,
nos problemas da menopausa e na falta de
lubrificação nas mulheres.
Mas, e os homens? Ao pensar no universo
sexual masculino a problemática levantada
é sempre da impotência, mas
existem outras disfunções
sérias que incomodam até os
mais machistas.
Segundo a urologista Sylvia
Marzano, a anorgasmia – falta de orgasmo
- e a anenjaculação ou ejaculação
retardada – quando o homem, por alguma
razão, não consegue ejacular
durante o ato sexual -, são as doenças
menos comuns, mas juntamente com a ejaculação
precoce e a falta de ereção
são os maiores problemas apontados
pelos homens.
Na ejaculação
precoce (EP) o homem não consegue
controlar ou adiar a hora de ejacular. Responsável
por cerca de 40% das queixas encontradas
em consultórios de terapeutas sexuais,
a EP é uma disfunção
comum na juventude, em encontros com novos
parceiros ou após algum tempo de
abstinência, mas quando se estende
pela maturidade pode se tornar um problema.
“Não existe um tempo pré-determinado
para ejacular, mas, em geral, quem o faz
em dois minutos já é considerado
rápido demais”, explica a especialista.
Além da EP, a disfunção
erétil - perda total ou parcial da
ereção -, e a diminuição
do desejo são as reclamações
mais comuns nos consultórios. Sylvia
Marzano afirma que 50% dos homens terão
algum grau de perda de ereção
ao longo da vida. Mas, isso não é
motivo para desespero. A especialista garante
que, caso não haja resistência
dos pacientes, os problemas podem ser tratados
com sucesso. “Para o tratamento são
feitos uma série de exames que vão
identificar se a causa está no organismo
ou não. Quando é uma disfunção
orgânica, o médico lança
mão de medicamentos ou próteses.
Para as causas psicológicas, o tratamento
mais indicado é a terapia sexual”,
detalha.
Preconceito
Segundo a médica,
as disfunções masculinas são
mais difíceis de serem tratadas por
causa do preconceito da sociedade, principalmente
no próprio universo masculino. “Os
homens se sentem mais incomodados do que
as mulheres ao falarem desse assunto. É
uma coisa cultural. Se o homem deve estar
sempre pronto para a conquista e nunca dizer
‘não’ a uma mulher, como
é que vai chegar na frente de um
amigo e dizer que tem impotência?”.
O que vemos ainda são
poucos programas e informativos que mencionam
os distúrbios sexuais masculinos.
“Apesar de os problemas masculinos
estarem um pouco mais em evidência,
os locais que tratam dessas questões
ainda são despreparados e também
faltam profissionais qualificados para falar
do assunto”, diz a médica,
que também comenta que a discussão
das disfunções sexuais mudou
bastante nos últimos anos. “A
ajuda da mídia escrita e falada -
mostrando que existem tratamentos para essas
disfunções -, os medicamentos
pró-ereção e a especialização
de médicos e psicólogos na
área resultam numa melhora considerável
para o quadro atual, dando maior conforto
e liberdade para o paciente se tratar.”
Os problemas na vida sexual
dos homens também afetam a rotina
das mulheres. Elas podem, por exemplo, apresentar
falta de orgasmo com um parceiro que sofre
de ejaculação precoce. Ou
ainda achar que não são mais
amadas ou estão sendo traídas
pelos parceiros, que, na verdade, sofrem
com perda ou disfunção erétil.
Sylvia ressalta que o apoio da parceira
durante o tratamento é fundamental.
Mas ela alerta que os solteiros têm
a mesma chance de se recuperar. “Ter
a compreensão feminina é muito
importante, mas um homem sozinho também
pode fazer um tratamento, como a terapia
sexual, e se curar. Mas a cura definitiva
só ocorrerá se o paciente
estiver aberto a mudanças, pois o
tratamento é voltado para a terapia
comportamental cognitiva, onde a pessoa
vai desfazer seus mitos e crenças
errôneas e passar por transformações
comportamentais, primeiro na sua própria
rotina, em seguida na vida a dois.”
Câncer de próstata
Além das doenças
citadas, um problema grave ainda assombra
grande parte dos homens acima dos 50 anos
e deve ser tratado com seriedade: o câncer
de próstata, que é a segunda
maior causa de mortes por câncer no
Brasil. Fica atrás somente do câncer
de mama. Para alertar sobre a prevenção
e os ricos da doença, no dia 17 de
novembro será comemorado o Dia Mundial
de Combate ao Câncer de Próstata.
Todo homem com 50 anos ou
mais deve fazer o tão temido exame
do toque. Apesar de desconfortável,
deve-se ter em mente que a saúde
é mais importante do que qualquer
preconceito. “Além deste exame,
todo homem deve fazer uma prevenção
anual, através do exame de sangue
PSA, dos exames hormonais masculinos e de
um ultrassom de próstata para saber
seu tamanho”, conclui a especialista.
Para aqueles com casos de câncer na
família, o ideal é fazer o
exame aos 40 anos. Quando a doença
é descoberta cedo, as chances de
cura são maiores. Como não
existe causa para o câncer de próstata,
uma vida saudável, com alimentação
regular e exercícios físicos,
pode ajudar a evitar a doença.
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