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Metaleiros, punks, românticos,
alternativos e clássicos. São
tantas as vertentes do gênero musical
que fica difícil pertencer a uma
tribo só. Mas quem curte rock admite:
a música une a todos independente
da idade, da cor ou da religião.
Como tudo
que envolve o mundo do rock’n’roll,
a história do estilo musical é
controversa, embora não haja dúvida
sobre a sua maior estrela. Até hoje
não se sabe quem é o criador
do gênero, mas Elvis Presley é
o rei por unanimidade.
O que se tem conhecimento é que,
influenciados pelas músicas dos guetos
do sul dos Estados Unidos, estrelas como
Bill Haley, Chuck Berry e o próprio
Elvis inovaram ao incluir instrumentos como
as guitarras elétricas, o piano e
a bateria ao cenário musical da época.
A voz rouca, a rebeldia, a jaqueta de couro,
os óculos escuros, todos esses elementos
vieram contribuir para esta nova composição.
Decorrentes da apatia que se instalava na
juventude pós-guerra, jovens que
procuravam algo capaz de mudar e dar um
novo sentido às suas vidas não
viram no estilo apenas música, mas
uma expressão da mudança cultural.
Foi nos anos 60, os ‘anos rebeldes’,
que o rock´n´roll tomou força,
sendo a Inglaterra o local onde surgiram
as maiores bandas. Aliás, foi o sucesso
de duas dessas bandas o responsável
pela difusão do rock pelo mundo,
os Beatles e os Rolling Stones. Os anos
60 também contaram com os marcantes
festivais de Woodstock e de Monterey, caracterizados
pelos movimentos pacifistas e hippies.
No Brasil, a Jovem Guarda e os Mutantes
já traziam a reverência do
rock em seus trabalhos e, com a chegada
de Raul Seixas, o movimento ganhou expressão.
Um cenário importante para a história
do rock brasileiro foi a cidade de Brasília.
Quando a capital foi inaugurada, lá
só moravam políticos, diplomatas,
militares, além das centenas de brasileiros
que procuravam uma oportunidade de trabalho.
E foram os filhos destes profissionais que
já tinham vivido em outros países
que trouxeram os primeiros LPs e instrumentos
para o país. À garotada da
classe média e alta deve-se a criação
do Aborto Elétrico, Plebe Rude, Blitz,
entre outras bandas.
Da década de 50 até hoje,
muita coisa mudou. O rock´n´roll
continua vivo e se subdivide em diversas
categorias, dos estilos rockabilly, progressivo,
hard rock aos surf music, heavy metal, alternativo
e gótico. Literalmente, acordes de
guitarras e batucadas de baterias têm
para todos os gostos. O bom do rock é
que as diferentes tribos se entendem muito
bem.
E é este cenário com grandes
bandas e excelentes músicos que influencia
toda a garotada. Foi por isso que o músico
e professor de produção musical
Luciano Dewet decidiu que queria ser astro
do gênero quando era mais novo. “Eu
quis ter uma banda porque achava que, se
os Beatles podiam tocar assim, eu poderia
também! Não me tornei famoso
como eles, mas curti cada momento de banda”,
conta ele, que é baixista da banda
The Brazilian Beetles, que tem seus ídolos
como inspiração.
Para ele, é muito difícil
para o músico ter seu trabalho reconhecido
dentro deste universo. “As dificuldades
pra quem vive de música no Brasil
são todas as imagináveis!
Só mesmo com muita estrela e QI é
que se consegue algo neste país de
Nove Dedos! Você precisa ser diferente
e inovador, porém é muito
gratificante quando, durante os shows, você
sai do real e viaja por lugares nunca dantes
navegados!”, complementa.
Sobre o rock de hoje, na sua opinião,
as bandas estão mais vendáveis
e se preocupam menos com a qualidade. “As
pessoas estão perdendo o rock por
causa dessas “musiquinhas”de
fácil consumo que temos por aí.
Mas o rock não tem fronteiras, não
tem país, nem língua. Rock
é rock! É qualquer música
que te faça bem. O resto é
resto”, diz.
Outra coisa curiosa do gênero é
que qualquer pessoa que toque algum instrumento
consegue facilmente arranjar outras pessoas
para tocar. Não precisam nem ser
amigos ou conhecidos. Aliás, grandes
bandas e parcerias foram feitas por pessoas
que se juntaram para ‘levar um som’
e só depois viraram grandes companheiros.
É o que afirma o também baixista
Carlos Eduardo Marques, “você
sempre tem um amigo ou conhece alguém
que te convida para tocar de bobeira em
casa ou em um estúdio. Assim, o ciclo
de amizade vai se expandindo. Às
vezes, desses encontros surgem bandas que
dão certo”, diz.
No Rio de Janeiro, o Teatro Odisséia
e o Circo Voador, ambos na Lapa, são
bons espaços para shows de bandas
e artistas conhecidos. Carlos Eduardo revela
que o Saloon 79 e o Parada Obrigatória
são outros lugares crucias para quem
curte o som. Já em São Paulo,
segundo ele, o melhor lugar para eventos
é o Hangar 110. “Com um público
cativo, o Hangar tem uma grande estrutura
e comporta desde shows undergrounds à
mega eventos. Grandes nomes do rock brasuca
já passaram por lá”,
comenta.
PARA ESCUTAR E CONHECER A BANDA
THE BRAZILIAN BEETLES ACESSE:
www.brazilianbeetles.com.br
www.myspace.com/thebrazilianbeetles
A SEGUIR, LISTAMOS ALGUNS LUGARES
QUE VÃO DE BOATES A PUBS, PARA DANÇAR
O IÊ-IÊ-IÊ OU APENAS CURTIR
UM SHOWZINHO. CONFIRA ABAIXO O ROTEIRO.
São Paulo
Hangar 110
www.hangar110.com.br
Rua Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro
Café Piu-Piu
Apesar de ter na programação
pop e samba, a casa reserva dias especiais
para covers das bandas mais clássicas.
www.cafepiupiu.com.br
Rua 13 de Maio, 134 – Bixiga
(11) 3258-8066
The Clock Rock bar
É puro estilo anos dourados! A decoração
do local é daquela típicas
lanchonetes americanas e não é
difícil encontrar pessoas com vestidos
de bolinha e topetes, típicos personagens
do filme Grease! Irresistível não
tentar uns passinhos na pista de dança.
www.theclock.com.br
Rua Turiassú, 806 – Perdizes
(11) 3672-0845
Outs
www.clubeouts.com.br
Rua Augusta, 486 - Consolação
(11) 3237-4940
Boogie Disco
www.boogie.com.br
Rua Alvorada, 515 - Vila Olímpia
(11) 3168-8872
Rio de Janeiro
Circo Voador
www.circovoador.com.br
Rua dos Arcos - Lapa
(21) 2533-0354
Teatro Odisséia
http://matrizonline.oi.com.br/teatroodisseia
Av. Mem de Sá, 66 – Lapa
(21) 2266-1014 (das 9h às 18h) /
2224-6367 (após 22h)
Hard Rock Café
www.hardrockcafebrasil.com.br
Restaurante de dia e boate à noite,
a filial da Hard Rock no Rio de Janeiro
segue o padrão e tem uma decoração
toda no estilo musical. Nas paredes, guitarras,
jaquetas e acessórios doados pelos
maiores nomes do rock, no bar principal
um carro decora o ambiente. Para os amantes
dos clássicos dos anos 70 e 80, é
na sexta-feira que rola a festa Flashback
Night Fever.
Avenida das Américas, 700 - Barra
da Tijuca
(21) 2132-8000
Rio Rock & Blues Pub
http://www.riorockebluesclub.com.br/Arquivos/institucional_pub.htm
Av. das Américas, 3.120 - Shopping
Bay Side – Barra da Tijuca
Funciona sextas e sábados das 21:00h
às 02:00h
(21) 8105-8311
Saloon 79
www.saloon79.com.br
Rua Pinheiro Guimarães, 79 –
Botafogo
(21) 3239.0735 (após 18hs)
Bukowski Bar
Rua Álvaro Ramos, 270 – Botafogo
(21) 2244-7303
Café Etílico
www.cafeetilico.com.br
Av. das Américas, 7380 - Barra da
Tijuca
(21) 2490-1684 / 3326-2034
Far Up
www.farup.com.br
Rua Voluntários da Pátria,
446 - Loja 46 - Cobal do Humaitá
(21) 3239-8000 / 2286-2614
Belo Horizonte
Mutantes Rock Bar
www.mutantesrockbar.cjb.net
Avenida Getúlio Vargas, 1447 - Savassi
(31) 3227-2318
Lord Pub
Rua Viçosa, 263 - São Pedro
(31) 3223-5979
Garage d´caza
Alameda Ingá, 121 - Vale do Sereno
(31) 3296-5283
Brasília
Gate´s Pub
www.gatespub.com.br
SCLS 403 - bloco B, loja 34 - Asa Sul
(61) 3225-4576
Blues Pub
www.bluespub.com.br
QS 03, Lote 13, Loja 02ª - Taguatinga
Sul
(61) 3352-3031
UK Brasil Pub
www.ukbrasilpub.com.br
SCLS 411, bloco B, loja 28 - Asa Sul
(61) 3346-5214
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