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Um bom vinho nem
sempre é o mais caro ou o que seu
amigo (a) gosta mais. Segundo a especialista
em Sommelier pelo Prefessional
Culinary Institute, da Califórnia,
Amanda Loyo, para garantir uma boa escolha
na prateleira do supermercado o primeiro
passo é identificar se você
prefere vinhos mais leves ou mais encorpados,
brancos ou tintos, doces ou secos.
Um
jantar à luz de velas, uma música
agradável e um cardápio de
dar água na boca. Para garantir que
a noite será inesquecível,
apenas um item falta nesse cenário
romântico: um bom vinho. Em frente
à prateleira do supermercado, você
olha, olha, escolhe um tinto encorpado,
mas não sabe ao certo o porquê
da escolha. Afinal, o que fazer para identificar
o vinho ideal para aquele encontro a dois?
Segundo Amanda Loyo, especialista
em Sommelier pelo Prefessional Culinary
Institute, da Califórnia, antes de
definir o que seria um bom vinho, o primeiro
passo é entender e apurar seu paladar
com a bebida. Afinal, um bom vinho para
você, nem sempre é o mais caro
ou o que seu amigo (a) gosta mais. “Para
conhecer melhor a imensa variedade de vinhos
existentes no mercado, a melhor coisa a
fazer é conhecer as suas preferências.
Saber identificar se você prefere
vinhos mais leves ou mais encorpados, brancos
ou tintos, doces ou secos”, orienta.
O próximo passo,
segundo Amanda, é conhecer os tipos
de uvas e as diferenças entre os
vinhos que elas produzem. A partir daí,
ficará muito mais fácil identificar
qual o que mais se encaixa nos seus planos.
“O bom vinho é aquele que agrada
seu paladar. Para descobrir os seus preferidos,
após provar a maior variedade possível,
procure o tipo de uva que lhe deu origem,
indicado no rótulo dos vinhos da
chamada fase Novo Mundo - oriundos de produtores
que utilizam mais da tecnologia para favorecer
o cultivo e a produção”
orienta a especialista, embora advirta que
os vinhos mais antigos não possuem
o nome da uva no rótulo da garrafa.
Para Joaquim Cabral, presidente
da Lidador, rede de lojas especializada
em vinhos, famosa na cidade do Rio de Janeiro
há 84 anos, os vinhos rosé
e branco vendem muito no verão pela
possibilidade de serem servidos gelados.
“No outono e no inverno o tinto volta
a vender mais. Combina com os dias de chuva
e as baixas temperaturas”, afirma.
Com a aproximação
do outono e a diminuição do
calor, Amanda recomenda deixar os vinhos
refrescantes de lado e partir para os mais
encorpados. Não os tintos “super
potentes”, indicados para o inverno,
mas essa época do ano já insinua
bebidas um pouco mais encorpadas. Sua dica
são vinhos brancos envelhecidos em
madeira, como os Chardonnays, da Califórnia,
da Austrália ou do Chile, ou os brancos
mais encorpados, como Gewürztraminer
da região de Alsace, na França.
“Os rosés também
são uma boa opção para
esse período, principalmente nas
regiões mais quentes do Brasil, além
dos vinhos tintos mais leves, como Pinot
Noir e Gamay”, sugere Amanda. A Pinot
Noir produz um vinho bastante elegante,
de taninos mais leves - elementos químicos
de origem natural geralmente presentes nos
vinhos tintos e responsáveis por
trazer à boca aquela sensação
de “boca seca” - e médio
corpo, quando cultivado numa região
propícia. A especialista indica os
das regiões da Borgonha (França),
Oregon (USA), Otago ou Martinborough (Nova
Zelândia). Outras opções
mais leves são também os Valpolicella,
Bardolino, da Itália; e os vinhos
da uva Bonarda, da Argentina. “É
preciso, no entanto, buscar sempre os melhores
produtores” orienta Amanda, lembrando
que os espumantes são sempre uma
boa opção, seja qual for a
ocasião ou a época do ano.
A volta do rosé
– O vinho rosé teve
seus tempos áureos na década
de 70, depois foi esquecido e passou a ser
visto como “brega”, sem sofisticação,
e até mesmo, como um produto de pouca
qualidade. Mas, segundo Amanda, parece que
isso vem tornando-se cada vez mais uma opinião
do passado: “No Brasil, em dias quentes,
e com a infinidade de frutos do mar, o rosé
tornou-se uma opção muito
apropriada”, sugere. O aumento das
vendas na Lidador também indica a
mesma tendência: “Acho que o
rosé voltou à moda. Tem saído
bastante e é um vinho adequado para
as altas temperaturas da cidade”,
explica o presidente da rede de lojas.
Para completar o jantar
a dois, uma ótima dica para aqueles
que não dispensam a sobremesa é
pedir uma taça de vinho para acompanhar.
Segundo Amanda, quando combinado com a sobremesa
ideal, pode representar uma experiência
deliciosa: “Para essas ocasiões,
indico um Sauternes, da França, ou
um Colheita Tardia, do Chile”.
SERVIÇO
Amanda Loyo é
formada em Hotelaria pela UFPE (Universidade
Federal de Pernambuco) e especialista em
Sommelier pelo Prefessional Culinary Institute,
na Califórnia.
Blog: http://enopaixao.blogspot.com
Lidador
www.lidador.com.br
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