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Uma
invenção bombástica
Se há um setor do
vestuário em que o Brasil pode se
orgulhar é o de moda praia. Além
de ser o país que mais fabrica (e
consome) essa moda, o avanço em modelagem
e, principalmente, tecnologia, nas últimas
décadas, foi tão arrebatador
que podemos dizer que somos o número
1 nesse setor.
Mas, apesar de ser reconhecido
internacionalmente pela ousadia dos cortes,
pela criatividade e pela qualidade, o biquíni
não foi uma invenção
nacional. Foi o francês Louis Réard
que batizou sua invenção com
o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico,
onde os americanos haviam realizado uma
série de testes com bombas atômicas.
Na época, Louis precisou contratar
uma stripper do Cassino de Paris para vestir
a peça numa piscina da cidade, já
que nenhuma modelo profissional encarava
o desafio.
Apesar de toda euforia em
torno do novo traje, a peça não
emplacou. Só 15 anos mais tarde,
em 1956, com a revolução sexual,
o biquíni deixou de ser encarado
como obsceno e teve sua primeira aparição,
no filme E Deus Criou a Mulher,
com a atriz francesa Brigitte Bardot. No
Rio, a grande pioneira da orla foi Ira Etz,
filha de alemães que, no final dos
anos 50, diminuía na tesoura os biquínis
comprados em lojas cariocas. Logo ela virou
o retrato da geração feminina
que se liberava e mito nas areias do Arpoador,
onde costumava tomar sol.
Em 1959, a Du Pont criou
a Lycra, fibra sintética elástica
ideal para a fabricação de
biquínis. Cerca de dez anos depois,
o biquíni ganhava diferentes versões
e a moda praia imperava nas areias de Ipanema.
Nos anos 80, o biquíni acompanhou
as passarelas e, com modelagens menores,
ganhava cores de neon. Nos anos 90, a moda
praia brasileira ganhou mais espaço
e passou a ocupar lugar privilegiado no
cenário fashion mundial.
E o negócio virou
moda, literalmente. Um verdadeiro arsenal,
entre roupas e acessórios passaram
a fazer parte dos trajes de banho, como
a saída de praia, as sacolas coloridas,
os chinelos, óculos, chapéus
e cangas. Os modelos se multiplicaram e
a evolução tecnológica
possibilitou o surgimento de tecidos cada
vez mais resistentes e apropriados ao banho.
Mas para quem não
quer ficar longe dessa “praia”,
é preciso seguir algumas dicas para
não fazer feio nas areias. Seja até
o final do verão, quando o clima
começa a mudar em algumas regiões,
seja durante o ano todo, com o sol que insiste
em reinar em outros cantos do país,
o fato é que, como a praia não
pede exageros, a aparência –
com pouco pano - merece capricho.
Confira:
* Escolha um biquíni
que seja favorável ao seu tipo físico
e que a deixe confortável. Neste
verão, as calcinhas estão
maiores e as modelagens cheias de recortes.
* Se você tem muito
busto, use o maiô clássico
com recorte sob os seios que dá sustentação.
Baixinhas e gordinhas devem usar recortes
pespontados no sentido vertical, que ajudam
a alongar a silhueta. Para as mulheres altas,
o sutiã tomara-que-caia ajuda a disfarçar
a altura. Seios pequenos peden um maiô
com recorte sob o busto ou um sutiã
com bojo delicado. Para disfarçar
a barriga, aposte no maiô com forro
ou use um biquíni com calcinha maior.
Para aquelas que estão com alguns
quilinhos a mais pelo corpo, é preciso
tomar cuidado com os elásticos que
apertam e fazem saltar as gordurinhas.
* Dica definitiva: o sutiã
cortininha é ideal para qualquer
tipo de busto. E, o melhor: é também
o mais fácil de usar.
* No mais, esqueça
os microbiquínis. A beachwear
agora é adepta da elegância.
Por isso, as partes de baixo estão
maiores, quase sunkinis e, entre os sutiãs,
destaques para os tomara-que-caia e retorcidos.
Aposte no glamour com cores fortes
e neutras, estampas gráficas, recortes
geométricos e biquínis com
tecidos de efeitos brilhantes.
E lembre-se que ainda
dá tempo de arrasar nas areias...
Fernanda Machado
é personal stylist
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