 |
As
mulheres preferem homens mais jovens?
Pesquisa recente do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística,
publicada pelo jornal “O Globo”,
revela que tem aumentado o número
de relações estáveis
em que a mulher possui idade superior a
do parceiro. Surpreendente? Aparentemente
sim, pois o que corre de boca em boca é
que os homens estão cada vez mais
trocando suas mulheres de 50 anos por duas
de 25 ou, pelo menos, por uma que seja bem
mais jovem e atraente. Mas, a verdade, é
que ambas as situações ocorrem
e podem ser compreendidas considerando-se
desde o aspecto da vaidade ou até
pela situação econômica
propriamente, passando pela sexualidade.
Sempre se soube que mulheres
mais jovens se dão bem sexualmente
com homens mais maduros e vice-versa. A
explicação para este fato
sempre foi sinalizadora da valorização
da “qualidade” da relação
sexual. Enquanto mulheres mais jovens e
inexperientes (acreditem, ainda existe este
tipo raro) procuram por um parceiro que
não seja tão “afobado”
e que saiba dar valores aos carinhos e preliminares
aprendidos com a experiência, mulheres
mais velhas sentem-se mais “afogueadas”
e preferem a força e a virilidade
da juventude para satisfazê-las na
sexualidade, que “explode” ao
redor dos 40 anos de idade, talvez devido
às variações hormonais
que começam a surgir nesta idade.
Para ambos, homens e mulheres,
a vaidade de conquistar e exibir alguém
mais jovem também pode, no plano
psicológico, passar a impressão
para si mesmos e para os outros que ainda
se é jovem e mantém o vigor
da juventude que, tecnicamente, já
se vai esvaindo. Mas, talvez a realidade
mais cruel, desmoralizadora de qualquer
romantismo, seja apontada por outra pesquisa
do IBGE e da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) ao indicar a importância
do potencial financeiro e econômico
do parceiro como fator determinante para
o estabelecimento ou o rompimento de relações
conjugais. Pela análise, o sucesso
dos casamentos está diretamente relacionado
ao poder aquisitivo do(a) parceiro(a).
Assim, pode-se imaginar
que homens mais jovens, com dificuldades
para se firmar no competitivo mercado de
trabalho procurem mulheres mais velhas,
já estabelecidas financeiramente
e carentes na afetividade. E, do outro lado,
meninas inseguras no âmbito emocional
e financeiramente dependentes irão
procurar homens que já tenham construído
seu patrimônio econômico, mas
não o afetivo.
Portanto, nos dias de hoje, pelas observações
coletadas, parece que não importa
muito a faixa etária, mas sim a quantidade
de dinheiro que está em jogo nestas
relações. Isto é absolutamente
“politicamente incorreto”, mas
não será a verdade?
Eduardo Ferreira-Santos é
Psiquiatra e Psicoterapeuta, Mestre em Psicologia
Clínica e Doutor em Ciências
Médicas
Site: www.ferreira-santos.med.br
Para falar com o colunista envie mensagem
para
parouimpar@solteirosesolteiras.com.br
|
 |