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Depois
da separação, muitos solteiros
redescobrem a noite e vão buscar
diversão em bares e boates na companhia
dos amigos.
Com
o fim do casamento de sete anos, a designer
carioca Camila Alves, de 37 anos, mudou
radicalmente seu estilo de vida. Entrou
para a academia, começou a correr
na praia, a planejar viagens com as amigas
solteiras e passou a frequentar bares e
boates antes inimagináveis a dois.
“Recuperei minha auto-estima, que
durante o casamento ficou completamente
abalada, e fui buscar diversão. Passei
a me preocupar mais com o meu corpo, com
as roupas que usava e a me interessar pela
noite. Hoje não fico uma semana sem
sair. Apareço pelo menos em um sambinha
por fim de semana”, conta Camila.
Segundo a designer,
programas que o ex-marido detestava. “Não
tinha o hábito de sair a noite com
ele. Nem para jantar. Ele preferia almoçar
fora do que jantar. Em alguns fins de semana,
às 21 horas de sábado ele
já estava dormindo”, relata.
Coincidência ou não para Camila,
o fato é que muitos casais que se
separam vão buscar diversão
em passatempos que não faziam normalmente
com os seus companheiros. A volta à
night é uma dessas opções.
Para aplacar o sentimento
de fracasso de sua relação,
o engenheiro Vitor Hugo Delmontes, que ficou
casado durante quatro anos e teve dois filhos,
fez ajustes severos na rotina, o que incluiu
até mesmo mudança de cidade.
Para esquecer a ex-mulher, Vitor decidiu
que iria frequentar lugares novos, que nunca
tinha ido com a ex. O resultado foi a peregrinação
semanal por bares e boates do Rio de Janeiro,
cidade que ele mal conhecia antes de separar-se.
“Meus filhos continuam morando em
Niterói, aonde eu fui criado e me
casei. Nos fins de semana que estou com
eles, os trago para o Rio e faço
programas de crianças. Quando eles
estão com a mãe, troco o dia
pela noite: durmo durante o dia e saio com
os meus amigos para bares e boates à
noite”, conta.
RESGATE
Resgatar a juventude
ou ir em busca de um novo parceiro. O que
os divorciados e separados procuram quando
retomam a vida à sós é
diversão. Por isso, a companhia dos
velhos amigos também entra na lista
dos resgastes. “Quando me separei,
achei que fosse ficar sozinha, sem assunto.
Mas procurei amigas solteironas e comecei
a sair com elas”, explica Maria Eduarda
Luz. O resultado? “Hoje não
quero saber de vida de casada. Estou em
todas”, diverte-se a mineira, que
tem 33 anos.
No Rio, algumas boates
estão incluindo em suas programação
pelo menos uma noite dedicada ao público
mais velho. Trintões e quarentões,
muitos deles solteiros (e divorciados) que
querem fugir dos agitos de patricinhas e
mauricinhos encontraram em boates como Nuth,
Hard Rock Café e Casa da Matriz um
lugar na pista. “Sou jovem e solteiro,
mas não dá para frequentar
os mesmos lugares de quando eu tinha 20
e poucos anos. Essas festas me salvaram”,
diz Vitor Hugo.
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