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Para celebrar o Dia Internacional da Mulher fomos atrás do que as mulheres realmente querem. E descobrimos que mesmo tendo conquistado o seu espaço no mundo, as mulheres modernas ainda se preocupam em encontrar alguém especial e construir uma bela família.
A data 8 de março foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher em 1975. O dia relembra um episódio ocorrido em 1857, quando a primeira greve só de mulheres paralisou uma fábrica têxtil em Nova Iorque. As operárias, que reivindicavam menos horas de trabalho e maiores salários, foram duramente repreendidas e presas dentro da fábrica, onde policias atearam fogo.
Desse episódio para cá, a conquista do espaço feminino no mundo foi em meio a lutas. A socióloga Maria Cristina Tavares explica que, dentro desse contexto, a mulher precisou vencer barreiras dentro de casa e fora e, assim, se reafirmar para a sociedade. “Na Antiguidade, a mulher era vista como a fêmea, tinha um papel reprodutivo. O homem escolhia a sua parceira pensando em uma boa linhagem, assim a mulher sempre pertenceu aos seus familiares: primeiro ao pai e, depois, ao marido. A imagem da mulher era tão relacionada a objetos que quando as esposas não geravam filhos elas poderiam ser devolvidas a seus pais”, lembra.
Segundo Maria Cristina, a independência feminina ainda é recente. “Apenas em meados do século XIX que a mulher começou a batalha pelos seus direitos. A conquista do voto, do mercado de trabalho e da sexualidade veio depois da Revolução Industrial, quando o mundo começou a se modernizar”, conta. Ela ainda diz que o homem sempre teve seu papel social definido, mas que a mulher teve que encontrar lugar para administrar a família, o trabalho e garantir a defesa de seus ideais. “Foi bastante complicado para as mulheres do século XX lidar com a função de esposa, mãe, trabalhadora, amiga e amante. Hoje, a nova geração já está habituada a igualdade dos sexos, mas o machismo ainda é muito inseminado na nossa cultura, o que resulta ainda em alguns atritos”, explica.
Mas como dar conta de tudo, não esquecer de ser mulher e cuidar do seu lado feminino? Maria Cristina conta que esse é o maior desafio da mulher moderna. “O desejo de ser protegida e ter uma bela família ainda é o maior anseio da mulher, mesmo ela sendo moderna. Está no código genético e, mais do que isso, esse papel sempre será exigido pela sociedade. A questão é que para alcançar esse objetivo a mulher esquece dela mesma e deixa de buscar realmente aquilo que deseja e não o que é esperado pelos outros”, comenta.
Quanto ao coração, embora haja diferenças óbvias entre cada pessoa, as mulheres buscam a mesma coisa em seus parceiros: companheirismo e compreensão. “A mulher não precisa mais que alguém tome conta de sua vida. Ela dá conta do trabalho, da casa e do campo social numa boa. O problema é que ela quer alguém ao seu lado, e aí que está a dificuldade, pois os homens não entendem essa necessidade de companheirismo. Mulheres gostam de conversar, dividir suas angústias e alegrias e, principalmente, gostam de se sentir útil e indispensável. Na maioria das vezes, a praticidade masculina faz os homens terem pouca paciência e serem rudes, o que magoa as mulheres”, completa.
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