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Quando o coração bate mais
forte por alguém, não há
regra empresarial capaz de evitar o sentimento.
Apaixonar-se por algum colega de trabalho
é algo tão possível
como se apaixonar por um vizinho ou amigo
do irmão mais velho. Mas, e namorar
um (a) colega de trabalho? É certo
ou errado?
Atire a primeira
pedra quem nunca teve uma queda por alguém
do trabalho. Em meio às tarefas e
as responsabilidades diárias na rotina
dos trabalhadores, está o relacionamento
interpessoal entre homens e mulheres. Diante
de uma jornada de trabalho em média
de 40 horas semanais, é mais que
natural surgir, no mínimo, um fervor
por alguém.
Segundo
a consultora de RH Rossane Lavrador, as
empresas, de um modo geral, não vêem
com “bons olhos” relacionamentos
íntimos no ambiente de trabalho.
Mas garante que a saída é
manter uma boa conduta diante da situação.
“Apesar de não constar explicitamente
nos códigos de ética das empresas
que é proibido o relacionamento no
ambiente de trabalho, isso fica implícito
de certa forma, através das orientações
dos gestores”, explica Rossane, que
orienta as pessoas a manter total descrição
e profissionalismo quando a atração
fala mais alto.
Ana
Carolina Luz, de 29 anos, trabalhava em
uma loja na cidade do Rio de Janeiro quando
se apaixonou por um colega de trabalho.
Ela era vendedora e ele estoquista da loja.
No início, era tudo amizade. Mas,
com o passar do tempo e o convívio
diário, a paixão chegou, e,
com ela, o namoro. “Começaram
a surgir várias afinidades entre
nós. Começamos a sair, a ficar,
e, quando vimos, estávamos namorando”,
conta Carolina.
Mas
entre as regras da empresa, constava: “não
é permitido namoro entre funcionários”.
Nos primeiros meses, eles conseguiram manter
sigilo. Mas aos poucos, com os eventuais
encontros com os colegas de trabalho fora
do expediente, ficou difícil disfarçar.
E eles sabiam que, apesar da discrição
e do profissionalismo na loja, tratando
um ao outro apenas como “bons amigos”,
seus dias de trabalho estavam com os dias
contados. Não demorou muito e o fato
chegou à supervisão da rede
de lojas. Depois disso, ambos foram demitidos.
“Nós fomos discretos, mas era
norma da empresa e eles não permitiam
namoro entre funcionários de forma
alguma. Saímos da loja de cabeça
erguida e, hoje, trabalhamos em estabelecimentos
diferentes e estamos noivos”, conta
Carolina.
No relacionamento
da analista de marketing Flávia Nobre,
de 29 anos, a conduta da empresa não
foi incisiva. Há três meses
na empresa, Flávia começou
a ser paquerada por um colega de trabalho.
Eduardo Bertonha começou a mandar
bilhetinhos através de uma ferramenta
de comunicação interna da
empresa, onde se conversa em tempo real
pelo computador com outros funcionários.
“De
repente subiu aquela janela no computador.
Era ele puxando papo comigo e fazendo perguntas.
Eu respondia por educação
e não dava bola. Ele trabalhava perto
de mim, no mesmo andar, mas em gerência
diferente. Depois, em casa, fui pesquisar
o perfil dele em um site de relacionamento
e descobri que ele tinha namorada. Foi uma
decepção”, lembra Flávia.
Pouco
tempo depois, em uma nova pesquisa no perfil
on-line do pretendente, Flávia descobriu
que Eduardo estava solteiro. O resultado:
ficou bem mais “solta” com as
investidas dele via computador. “Quando
nos encontramos no elevador pela primeira
vez, reparei o quanto ele era bonito. Fiquei
mais interessada ainda e aceitei sair com
ele para jantar”, conta Flávia,
relembrando o dia em que a história
realmente começou.
A princípio,
apesar do código de ética
da empresa não fazer restrições,
Flávia e Eduardo esconderam dos colegas
de trabalho com receio de serem prejudicados
profissionalmente. Depois, ficaram sabendo
de alguns casais de namorados na empresa,
até mesmo casados, e resolveram relaxar
quanto ao assunto, comunicando aos seus
chefes.
“Nossos
chefes foram discretos e não fizeram
nenhum tipo de comentário, inclusive
quando informados que estamos de casamento
marcado”, conta Eduardo, alegando
que mesmo assim o casal mantém a
descrição dentro da empresa,
comunicando-se apenas através de
telefone e computador, quando necessário.
Curiosidade
Segundo a pesquisa
publicada no livro "O Mapa
do Amor" (Ed. Gente), de
Ailton Amélio, professor
do Instituto de Psicologia da
Universidade de São Paulo,
realizada em quatro cidades
brasileiras – São
Paulo, Rio de Janeiro, São
Luís e Mococa, interior
paulista, a maioria dos relacionamentos
(37%) começa através
de contatos extra-amorosos,
incluindo o trabalho. Em segundo
lugar, vem a apresentação
por um amigo comum (32%), paquera
desconhecida (20%) e contatos
acidentais, como viagens, etc
(5%), e apenas 1% dos entrevistados
conheceu seu par através
de serviços da internet
e agências de casamento.
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DICAS
* Comportamento:
não esconda das chefias
o seu namoro com um colega do
trabalho. É melhor o
chefe ser o primeiro a saber
do que tomar conhecimento pelos
outros. Mas seja discreto e
não fique espalhando
para todos os colegas que vocês
estão namorando ou ficando.
* Apelidos:
evite o tratamento com apelidos
usados nos momentos de intimidade
do casal.
* Política:
descubra como funciona a política
da empresa para o caso. Em algumas
corporações pode
haver a necessidade de transferência
de área ou até
mesmo o desligamento de um dos
dois da companhia em que trabalham.
* Conflito:
a maioria das empresas aconselha
que os envolvidos não
se reportem um ao outro ou não
estejam em áreas em que
pode haver conflitos de interesse,
como no caso em que um atua
no setor de compras e outro
na produção. Ou
seja, em que a área de
um faz compras na do outro.
* Cena:
não é bom criar
situações em que
os dois permaneçam sozinhos
em um mesmo ambiente dentro
da empresa.
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