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O preconceito social ainda existe, mas é
cada vez maior o número de mulheres
que preferem se relacionar com homens mais
jovens. São muitos os motivos, mas,
segundo os nossos entrevistados, quando
a paixão se revela, não importa
cor, sexo ou idade. O que vale é
ser feliz.
Segundo dados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad)
divulgados pelo IBGE, entre 1996 e 2006
as uniões entre homens mais novos
com mulheres mais velhas aumentaram em 36%.
Se antes era mais comum encontrar casais
onde a mulher era a mais jovem - principalmente
pelo desejo masculino de se autoafirmar
ao entrar na meia-idade e a vontade delas
de se sentirem mais seguras -, hoje, a conquista
da independência feminina vem mudando
gradativamente esse cenário. Com
os filhos criados e as contas pagas, o que
vale para elas, agora, é ter prazer
nas relações. Aí é
que entra a escolha de um parceiro mais
jovem.
A orientadora sexual, Denise
Capanema, explica que esse interesse das
mulheres por homens mais novos também
está relacionado ao fato de os jovens
serem menos machistas. “O jovem de
hoje sabe dos riscos de manter uma relação
sem métodos contraceptivos. É
mais fácil para ele usar o preservativo
do que para um homem com mais de 40 anos,
que não foi acostumado a isso. Conheço
diversas mulheres que deixaram de manter
um namoro por causa da teimosia masculina
em relação à prevenção
na hora do sexo”, explica. Por outro
lado, os mais jovens, ao se sentirem atraídos
pela maturidade da mulher, são mais
carinhosos e se preocupam mais com o seu
prazer.“Os jovens querem mostrar que
são mais viris e fazem de tudo para
impressionar a parceira”, completa.
Outra vantagem em namorar
homens mais novos é que o relacionamento
revigora a mulher e ajuda a levantar a auto-estima.
Pelo menos é o que afirma a consultora
de vendas, Ângela Moura, 47 anos,
“Antes do meu casamento acabar, a
relação estava “esfriando”
porque não saíamos mais juntos
e nem nos divertíamos. Quando fiquei
solteira, voltei a sair e conheci vários
homens mais jovens que eu”, conta.
Para ela, manter contato com a juventude
faz bem para a cabeça: “Os
garotos mais novos gostam de sair, de dançar,
de um bom restaurante, coisa que eu não
tinha mais na rotina de um casamento. Além
do mais, eles não te cobram compromisso
sério e eu não preciso ser
responsável por eles. O único
problema é a implicância dos
meus filhos”, conclui.
Entre as dificuldades enfrentadas
por casais com uma grande diferença
de idade, uma das principais é a
não-aceitação da família.
Foi isto que dificultou o namoro de 1 ano
e 8 meses do consultor de tecnologia, Gilberto
Carvalho, 29 anos, com uma mulher 18 anos
mais velha que ele. “No tempo em que
ficamos juntos, nossas discussões
eram sempre sobre as interferências
de terceiros, como os familiares. Um dos
filhos dela, que é quatro anos mais
novo do que eu, não aceitava bem
o nosso namoro. No início, meus pais
não se importaram muito, mas como
a relação foi se estendendo
as coisas mudaram e sofri algumas pressões.
Era questionado quanto ao que eu queria
da vida e se não queria casar e ter
filhos, chegando a um ponto bastante estressante”,
conta.
Perguntado se existe alguma
preferência que faça com que
o interesse por mulheres mais velhas seja
evidente, Gilberto responde que não
é uma questão de preferência,
mas, sim, de amor: ele se apaixonou e aconteceu.
“Foi uma experiência ótima.
O fato dela ser mais velha, não significava,
necessariamente, que teria que ser muito
mais madura do que eu”, completa.
Mesmo após conquistar
a tão sonhada liberdade sexual, a
mulher ainda enfrenta o preconceito. Muitos
ainda enxergam como errado o relacionamento
com homens mais jovens. Nesses casos, a
dica dos especialistas é buscar,
sempre, a felicidade. Mesmo enfrentando
resistências, se a pessoa acha que
a relação vale a pena, não
deve se limitar ao que os outros acham ou
pensam. Vá em frente, sem medo de
ser de feliz!
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