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Conheça
Florença...
Florença
é a meca da arte italiana, lar de
muitos Botticellis, Michelangelos, Da Vincis,
onde é possível contemplar
de perto muitas obras famosas e dar um mergulho
na história. Há três
semanas, estive lá, e o calor tropical
e a enorme quantidade de turistas quase
estragaram a viagem… Por isso, se
você puder escolher o período
da visita, evite o mês de julho. Além
de as temperaturas beirarem o insuportável
(mesmo para quem é brasileiro!),
a cidade fica lotada, com filas imensas
para quase todas as atrações.
Dito isto, um conselho que
vale para qualquer estação
é esfriar a cabeça e dotar-se
de uma boa dose de paciência para
lidar com os italianos, que nem sempre falam
inglês e nem sempre são gentis
no trato com turistas. Ignorar a ocasional
falta de educação é
fundamental para curtir o país da
bota sem maiores aborrecimentos.
E Florença tem muito
a oferecer. A começar pela Galleria
degli Uffizi, onde estão “O
Nascimento de Vênus” e “Primavera”,
de Botticelli, além de muitos outros
clássicos. A fila para entrar no
museu pode demorar até três
horas, mas é possível comprar
o ingresso com antecedência pagando
uma taxa de 4 euros. Lá dentro, a
sinalização é bem precária,
por isso é bastante útil levar
um mapa. No último andar, onde fica
o bar, tem um terraço com vista para
a cidade. Mas a melhor vista de todas é
a que se tem da Piazza Michelangelo, que
fica no alto de Florença. Dá
pra subir de ônibus ou a pé,
numa caminhada tranqüila de 15 minutos.
Lá de cima, o Duomo, o rio Arno e
suas pontes ganham contornos impressionantes.
As outras atrações
imperdíveis da cidade são
o Duomo (Santa Maria del Fiore), a enorme
basílica que fica bem no centro;
a Galeria de L’Accademia, onde está
o Davi de Michelangelo; a Basílica
de Santa Maria Novella; a Santa Croce; a
Ponte Vecchio e suas lojas de ouro; e as
muitas sorveterias! Recomendo especialmente
a Grom, que é bem tradicional em
relação aos sabores (sem invenções
como nutella com biscoito). O sorvete lá
não fica exposto na vitrine, mas
dentro de potes de metal, onde a conservação
é melhor.
A comida na Itália
também é uma perdição.
Uma dica é visitar o mercado San
Lorenzo, onde há um restaurante para
almoçar, além de muitas barracas
vendendo presunto de Parma, parmiggiano,
grana padano e focaccias – e o melhor
é que há provas em quase todas!
À noite, os italianos
se reúnem para o “aperitivo”,
em que não só a bebida é
importante, mas a comida também.
Nos bares locais, você paga apenas
o que beber e tem direito a comer de graça
em um bufê que inclui massas, pães,
frios e saladas. E os italianos vão
sempre te indicar o lugar que tem “o
melhor” aperitivo. Eu conheci dois
que aprovei: o Negroni e o Moyo. O primeiro
é mais tradicional e o segundo mais
descolado, com uma decoração
moderna. A bebida típica é
o negroni, um drink rosa que mistura vermute
e campari.
Se for voltar para casa
ou para o hotel a pé depois, não
deixe de passar pela Loggia dei Lanzi, na
Piazza della Signoria. O local, que abriga
diversas esculturas e fica lotado de turistas
durante o dia, ganha uma nova cara à
noite, diante do silêncio e da escuridão.
Serviço:
Galleria degli Uffizi
www.firenzemusei.it/uffizi
Galeria de L’Accademia
www.gallerieaccademia.org
Moyo
www.moyo.it
Via dei Benci, 23/r
+ 39 055 2479738
Negroni Bar
www.negronibar.com
Via dei Renai, 17
+39 055 243647
Grom Gelato
www.grom.it
Maíra Amorim
é jornalista. Já morou na
França e atualmente vive em Londres,
onde faz mestrado em "Comunicação
e Estudos Culturais".
Para falar com os colunistas envie mensagem
para
pelomundo@solteirosesolteiras.com.br
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