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A balada é
no museu
De volta a Londres depois
de mais de um mês de férias
no Brasil, a cidade continua a me surpreender
com sua efervescência cultural e multiplicidade
de programas. E, já que o frio está
começando a voltar, uma boa e diferente
opção é o “Late
at Tate”, evento que acontece na primeira
sexta-feira de cada mês na Tate Britain,
uma das melhores e maiores galerias de arte
da cidade.
Na ocasião, o museu, que geralmente
fecha às 18h, fica aberto até
22h, dando a chance de visitar exposições
de arte durante a noite, o que não
é muito comum. Além disso,
os ingressos para as exibições
temporárias saem pela metade do preço.
Ou seja, a procura pelo programa é
imensa e os corredores das salas ficam lotados.
Para evitar confusões, as entradas
são vendidas com hora marcada –
a cada 30 minutos um novo grupo pode ter
acesso às obras.
Até 4 de janeiro, a Tate Britain
abriga uma retrospectiva de Francis Bacon,
o artista famoso por seus “Trípticos”.
E, quem visitar o museu até dezembro,
vai poder conhecer os quatro candidatos
ao Turner Prize 2008, que a cada ano elege
o melhor artista britânico contemporâneo.
Mark Leckey tem sido apontado como um dos
favoritos com seu “Cinema in the round”,
instalação que combina cinema,
som, fotografia e tecnologia.
Mas o “Late at Tate” não
consiste apenas em um passeio noturno pela
galeria. Há eventos paralelos acontecendo,
como shows, leitura de poesias, debates
sobre arte, projeções de filmes,
além de um bar que faz bastante sucesso.
Basta entrar no site para se informar sobre
o que vai rolar a cada sexta e aproveitar.
Tate Britain
http://www.tate.org.uk/britain/
Estação de metrô :
Pimlico (Victoria Line)
Maíra Amorim é jornalista.
Já morou na França e atualmente
vive em Londres, onde faz um mestrado em
"Comunicação e Estudos
Culturais".
Para falar com o (a) colunista envie mensagem
para pelomundo@solteirosesolteiras.com.br
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